quarta-feira, 11 de maio de 2016

Nossos direitos estão ameaçados

Nossos direitos estão ameaçados Em outubro de 2015, o PMDB lançou um programa para o país que recebeu o nome “Uma ponte para o futuro”. Na época, apesar de vários alertas do movimento sindical, deu-se pouca importância ao seu conteúdo. Agora, diante da possibilidade do vice-presidente, Michel Temer, se tornar presidente do país, nos vemos na eminência da execução de um programa que não teve o voto popular nas urnas e sermos atacados em nossos direitos.
 Este programa tem o apoio dos empresários, liderados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e da chapa presidencial que foi derrotada nas urnas em 2014. E percebemos que os grandes meios de comunicação não tem abordado o assunto com a profundidade necessária, dando uma falsa ideia de que estas propostas seriam necessárias à "pacificação" e ao crescimento do país.
 O que temos certeza é que serão os trabalhadores que pagarão a conta desta ‘pacificação’, ou sendo mais objetivo, deste golpe em curso no país. O sindicato não é um lugar de se resolver o "varejo" e sim o lugar de fazer a política que interessa aos trabalhadores que representa.
 Quando nos ausentamos de fazer pressão, de interferir na política e na economia do país, deixamos que outros o façam. E o farão para defender os seus interesses e não os nossos. Neste momento de grave crise econômica e política no Brasil, a nossa omissão só atende aos interesses daqueles que querem que os trabalhadores fiquem quietos enquanto decidem o futuro do país, o nosso futuro.
 Aliado ao programa “Uma ponte para o futuro”, existem 55 projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal que, se aprovados, modificarão as relações de trabalho em nosso país, retirarão direitos e comprometerão a execução de políticas públicas.
O que acontece na política interfere na nossa vida, interfere na nossa profissão. A votação que aconteceu na Câmara dos Deputados, no dia 17 de abril, evidencia que a maioria dos deputados vota de acordo com seus interesses, não de acordo com as necessidades da maioria da população brasileira. Isso significa que não hesitarão em votar projetos que retiram direitos e signifiquem retrocessos para os trabalhadores. Por isso, a mobilização da sociedade é fundamental.
De acordo com o programa do PMDB, a política do Piso Salarial Profissional Nacional está ameaçada, alterações na Previdência aumentando alíquotas de contribuição e de idade serão feitas, os recursos do pré-sal não serão investidos em educação, nem em saúde; projetos de lei para demissão de servidores públicos estão em tramitação e podem ser aprovados assim como a terceirização sem limites. O investimento obrigatório de 25% de impostos de estados e municípios em educação vai acabar. Esta é a realidade que enfrentaremos. É fundamental reagirmos!
É neste contexto que se insere a paralisação do dia 10 de maio de 2016.
O nosso Sindicato nasceu no enfrentamento da ditadura! Quem lutou já sabia que só era e continua sendo possível a conquista de diretos com liberdade. Quando há ruptura da democracia, há cerceamento das liberdades e restrição de direitos. Temos o dever de lutarmos por nossos direitos e do povo brasileiro!
Direção Estadual do Sind-UTE/MG

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