sexta-feira, 16 de março de 2018

Nota de esclarecimento

A respeito da notícia veiculada pelo Jornal Hoje em Dia, nesta sexta-feira (16/3/18), com o título "Governo vai judicializar greve", o Sind-UTE/MG esclarece:

1. O Sind-UTE/MG cumpriu todos os requisitos legais para a deflagração da greve. Desde 2017, diversos documentos relacionados ao descumprimento do Acordo e da Lei Estadual 21.710/15 foram encaminhados ao Governo do Estado. Portanto, estamos realizando uma greve que, além de justa e legítima, cumpre os requisitos legais.

2. O Governo do Estado, em nenhuma reunião já realizada com a entidade, apresentou proposta de "cumprimento do compromisso de pagar o piso de 2016 e 2017 até o final do ano". Esta informação não corresponde à realidade. Em outras palavras, é falsa.

3. Da mesma forma é falsa a informação de que o governo do estado pagaria em cinco parcelas. A informação divulgada pelo jornal confunde as pessoas porque afirma que o governo pagaria o Piso em cinco parcelas. Esta informação veiculada pelo Jornal não procede. O que o governo apresentou, em reunião realizada no dia 08/03/18, foi o parcelamento do retroativo do reajuste de 2016 correspondente a 3 (três) meses, em 8 (oito) parcelas.

4. Sobre qualquer proposta de emenda à Constituição, ela não foi apresentada pelo Sind-UTE/MG. A iniciativa, se efetivada, será bem-vinda, considerando a importância estrutural da educação em nossa sociedade. Mas ela não foi apresentada pelo Sindicato conforme o Jornal noticiou.

5. Se o Governo ajuizou alguma ação contra a greve da categoria, o Sind-UTE/MG não foi notificado. Mas, considerando que cumprimos todos os requisitos legais, estamos à disposição para esclarecer qualquer questionamento. Mas, nos causou estranheza a afirmação do Jornal Hoje em Dia de que, o conflito seria decidido na Justiça do trabalho, quando sabemos que não é prerrogativa dela atuar nas demandas de servidores públicos e sim da Justiça Comum.

6. Quando informações sobre a categoria forem divulgadas, fazemos um apelo para que haja um processo de verificação das informações. A divulgação de informações inverídicas nos causa danos irreparáveis.

Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG)

quinta-feira, 15 de março de 2018

Em assembleia estadual, trabalhadores em educação de Minas Gerais decidem pela continuidade da greve

Na tarde dessa quinta-feira (15/03) trabalhadores em educação da rede estadual de Minas Gerais realizaram sua assembleia geral. Em pauta, o andamento da greve e a continuidade do movimento.

Contando com forte presente de professores e funcionários das escolas estaduais das mais diferentes regiões de Minas, a assembleia foi a maior realizada esse ano. Caravanas do Norte, do Triângulo Mineiro, do Centro Oeste, do Vale do Aço, do Sul, da Zona da Mata e de demais outras localidades encheram a praça defronte a ALMG, em Belo Horizonte.

A assembleia foi marcada pela homenagem à Marielle Franco, militante de movimentos sociais e vereadora (PSOL) no Rio de Janeiro, que foi assassinada na noite de quarta, junto com o motorista Anderson Pedro Gomes.

Durante a atividade, a categoria analisou o crescimento da greve nas regiões. Também foi informada da intransigência do governador Pimentel, que até hoje não apresentou uma proposta concreta e plausível para negociação. Ao final de amplos debates e análises coletivas, os trabalhadores em educação reunidos decidiram pela continuidade da greve até a conquista das demandas, como os reajustes devidos (lei 21.710/15) e a solução de diversos problemas enfrentados pelos educadores da rede. Além disso, a assembleia geral aprovou um calendário de atividades e o prosseguimento da mobilização, principalmente nas escolas onde trabalhadores ainda não aderiram.

A próxima assembleia estadual está marcada para o próximo dia 22 de março. A participação de todos é fundamental.

Foto: Abdon


terça-feira, 13 de março de 2018

Assembleia Estadual de Trabalhadores em Educação - espaço de debate coletivo e de decisão democrática de nossa categoria


Nessa quinta (15/03) ocorrerá mais uma assembleia estadual de trabalhadores em educação da rede estadual de Minas Gerais. A assembleia da categoria se constitui como espaço de debate coletivo e de decisão democrática. Por isso, a importância e a participação de todos.

Haverá caravana de Caxambu e região para a assembleia em Belo Horizonte no dia 15 de março. Interessados, enviem e-mail para sindutecaxambu@hotmail.com, ou telefone para 3341-3799 (entre 13h30 e 17h30) até as 14h30 de quarta14 de março.


Presidente da ALMG, Adalclever Lopes, recebe a direção do Sind-UTE/MG, às 11h, na ALMG

A pedido do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Adalclever Lopes, vai se reunir nesta terça-feira, dia 13 de março de 2018, às 11h com a direção do Sindicato, com o objetivo de mediar uma negociação entre a entidade e o governo do Estado, visando avançar na pauta de reivindicações da categoria.

Os trabalhadores e as trabalhadoras em educação de Minas Gerais estão em greve, por tempo indeterminado, desde o dia 8 de março último pelo pagamento do Piso Salarial e o cumprimento dos acordos assinados.

Vale lembrar que, no próximo dia 15, haverá nova assembleia estadual para deliberar sobre os rumos do movimento, no Pátio da ALMG.



segunda-feira, 12 de março de 2018

Calendário de Greve aprovado na Assembleia Estadual realizada no dia 8 de março/2018 no pátio da ALMG, em Belo Horizonte - MG


domingo, 11 de março de 2018

Vídeo: conheça aqui alguns motivos dos trabalhadores em educação de Minas Gerais estarem em greve desde o dia 8 de março.

Conheça aqui alguns motivos dos trabalhadores em educação de Minas Gerais estarem em greve desde o dia 8 de março.




sábado, 10 de março de 2018

Plenária Regional de Trabalhadores em Educação - 12 de março - Caxambu e região


sexta-feira, 9 de março de 2018

Trabalhadores/as em educação de Minas Gerais iniciam greve nesse 8 de março; governo não apresenta proposta concreta para categoria

Nesse 8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, educadores/as da rede estadual de Minas Gerais iniciaram greve por tempo indeterminado, com o objetivo de forçar o governo a cumprir com a Lei 21.710/15 – incluso os reajustes devidos de 2017 e 2018 –, e com os acordos assinados com a categoria, além de exigir o fim dos atrasos e parcelamentos dos salários e repudiar o sucateamento do IPSEMG. 

Como recordado durante a assembleia estadual realizada na tarde desse mesmo dia, o Sind-UTE/MG tentou desde o ano passado estabelecer um diálogo com o governo. Contudo, diante da intransigência do mesmo e de sua opção política em privilegiar setores empresariais e privilegiados em detrimentos dos serviços públicos e dos trabalhadores, não restou alternativa à categoria do que decretar greve durante a assembleia realizada na semana passada (28/02). 

Contando com a presença de milhares de trabalhadores/as em educação de todas as regiões de Minas Gerais, a assembleia da categoria votou hoje pela continuidade do movimento. O governador Pimentel chegou a apresentar um esboço de proposta em troca da suspensão da greve, porém, que não contemplava as reivindicações da categoria (propôs apenas pagar os retroativos dos meses de janeiro, fevereiro e março de 2016 em 8X, além de uma carta de “intenções” sem compromissos concretos). Por unanimidade os trabalhadores recusaram o que consideraram como absurdo. 

Ao final, os/as educadores/as saíram em manifestação pelas ruas do centro de Belo Horizonte, em conjunto com demais movimentos sociais, como parte do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora.

Calendário aprovado

09/03: visita às escolas e SREs para o fortalecimento da greve
12/03: assembleias e atos locais
13/03: visita às escolas e SREs para o fortalecimento da greve
14/03: visita às escolas e SREs para o fortalecimento da greve
15/03: Assembleia Estadual, 14 horas, Pátio da Assembleia Legislativa/MG






Fotos: Cássio Diniz

terça-feira, 6 de março de 2018

8 de março tem Assembleia Estadual da Educação

Na próxima quinta-feira (08/3/18), educadores e educadoras, sob coordenação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) realizam assembleia estadual, no Pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a partir das 14h.

Nos eixos de luta estão: o pagamento do Piso Salarial conforme Acordo assinado entre o Sindicato e o governo do Estado, fim do parcelamento dos salários e do 13o, pelo cumprimento dos acordos assinados e atendimento de qualidade pelo Ipsemg.

Sem propostas e correndo o risco de desmobilizar enquanto aguardam algum retorno e depois de não ter nenhuma negociação, a discussão feita no Conselho Geral e Assembleia aprovaram a deflagração da greve a partir do dia 08 de março, com nova assembleia estadual para avaliar alguma proposta que o governo venha a apresentar. 

De acordo com a direção do Sindicato “a intensidade e a abrangência da nossa mobilização serão fundamentais para termos a negociação.” 

sexta-feira, 2 de março de 2018

Educadoras e educadores aprovam greve para 8 de março, com realização de nova assembleia estadual

Em 2015, após sete anos de lutas pelo pagamento do Piso Salarial, três grandes e intensas greve, dois acordos descumpridos pelos governos, finalmente, a categoria conquistou uma lei estadual com a política do Piso Salarial Profissional Nacional.

A Lei Estadual 21.710/15 garantiu o pagamento de vencimento básico e não mais o subsídio, os reajustes anuais do Piso e estabeleceu uma política de pagamento e incorporações de abonos para que em julho de 2018, finalmente, o Governo de Minas pague o Piso Salarial.

Desta forma, a categoria aceitou um processo de longo prazo, abriu mão, naquele momento, de várias outras questões salariais e de carreira com o objetivo de conquistar o Piso Salarial. Importante destacar que ao conquistar uma lei, seria possível evitar o desgaste de iniciar a mesma luta a cada ano, garantindo uma política permanente. No entanto, contrariando a legislação estadual e o próprio acordo assinado, o governo estadual acumulou dois reajustes (2017 e 2018) sem o pagamento à categoria. 

Se forem consideradas as recentes decisões sobre parcelamento do 13º salário, adiamento do ano escolar, escalas de pagamento, suspensão das nomeações de concurso, além do não cumprimento dos reajustes do Piso Salarial e outras questões dos Acordos assinados, conclui-se que a posição do governo foi a de não realizar mais negociação com a categoria.

Foi com este contexto, além dos limites impostos pela legislação eleitoral, que o Conselho Geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) convocou a primeira assembleia estadual já para o primeiro mês do ano escolar e com indicativo de greve. Sem pressão, a avaliação da categoria é de que não se conseguirá nenhuma negociação. Nos últimos dias, o governo começou a afirmar em entrevistas à imprensa que não pagará o Piso Salarial. Também não temos resposta para nenhuma outra questão. 

Em assembleia estadual, dia 28/2/18, educadores/as aprovam greve para o dia 8 de março

Nos dias 27 e 28 de fevereiro deste ano aconteceram duas reuniões com secretários do governo. Não foram apresentadas propostas. O Sindicato reafirmou que não abrirá mão da luta pelo Piso Salarial, além de questionar todas as recentes decisões do governo. Cobrou também que ele precisa apresentar propostas para a negociação das inúmeras questões que se acumularam. Os secretários afirmaram que levariam a discussão para o Governador.

Sem propostas e correndo o risco de desmobilizar enquanto aguardam algum retorno e depois de não ter nenhuma negociação, a discussão feita no Conselho Geral e Assembleia Estadual da categoria, no último dia 28/2/18, foi pela deflagração da greve a partir do dia 08 de março, com nova assembleia estadual para avaliar alguma proposta que o governo venha a apresentar. 

De acordo com a direção do Sindicato “a intensidade e a abrangência da nossa mobilização serão fundamentais para termos a negociação.” 

Calendário até o dia 08 de março

Em assembleia estadual, dia 28/2/18, educadores/as aprovam greve para o dia 8 de março e outras atividades

Antecedendo a próxima assembleia estadual, é fundamental realização de assembleias ou plenárias locais que comecem a organização do movimento a partir do dia 8 de março. 

Outra ação é o diálogo com os pais e mães dos alunos explicando os problemas e articulando apoio ao movimento. 

Durante a assembleia estadual houve avaliações também de que o governo Pimentel tem se fragilizado pelas opções que está fazendo e não será do movimento da educação pública a responsabilidade disso. “Esperamos que o governo se repactue com a educação, pois, o Piso Salarial é o mínimo, aceitamos uma negociação de quatro anos! Não dá para agora nos pedir "paciência", disseram os profissionais da educação.

Durante as avaliações realizadas no decorrer da assembleia foram destacados, além do descumprimento dos acordos assinados com os servidores, problemas sobre repasse de verba da alimentação escolar, transporte escolar e custeio das escolas. 

A educação não luta sozinha 

Em assembleia estadual, dia 28/2/18, educadores/as recebem diversos apoios

A luta pelo pagamento do Piso salarial não é corporativa, mas, sim da sociedade. Este apoio está expresso no manifesto assinado por mais de 100 entidades e lideranças sociais, políticas e sindicais. 

Durante o Conselho Geral e a assembleia estadual dessa quarta-feira, várias entidades sociais e sindicais e de juventude marcaram presença para prestar apoio a decisão de greve da Educação, entre elas: UNE, UEE, Sindifes, Ames, UBES, UCMG, Unidade Classista CTB, MAB e Levante Popular da Juventude. 


A professora Celina Arêas, da direção nacional da CTB – Central dos Trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, destacou a longa luta dos/as trabalhadores/as contra a Reforma Trabalhista e a Lei da Terceirização que foram aprovadas e a vitória alcançada até agora pela classe trabalhadora com a não votação da Reforma da Previdência, lembrando que o Sind-UTE/MG e os educadores tiveram papéis fundamentais nessa luta. “ A CTB apoia a luta de vocês, pois, o piso é o mínimo que se espera deste governo, que estaria com isso apenas cumprindo uma lei federal”. 

Soniamara Maranho, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), afirmou que a luta da Educação é uma luta de todos. Toda vez que tem assembleia dos trabalhadores e trabalhadoras na Educação, os demais movimentos sociais, como a Frente Brasil Popular e Quem Luta Educa se sentem mais motivados para a luta.

Chico Nascimento, da direção do Sindifes, parabenizou a categoria que tem sido uma protagonista das lutas contra as reformas, com destaque para a suspensão da tramitação da PEC 287, da Reforma da Previdência.

Henrique Leite, do Levante Popular da Juventude, afirmou que os estudantes e a juventude estão com a Educação, por serem as escolas, os trabalhadores e os estudantes os mais atingidos pelos desmontes do governo federal. "A conquista dos trabalhadores da Educação é uma conquista de todos."

Thiago Santos Lima, da UBES - União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, disse que os estudantes darão todo apoio ao que for decidido pelo movimento. Para ele, é o momento de falar para o governo estadual da necessidade de respeitar a categoria. Lembrou que em 2016, duzentas escolas foram ocupadas por estudantes contra os ataques aos brasileiros, por meio da PEC 55, que cortou os investimentos por vinte anos e a MP 746 da reformulação do Ensino Médio. E se for necessário, os estudantes ocuparão novamente as escolas.

E durante a assembleia estadual dessa quarta-feira também marcaram presença os deputados Rogério Correia, 1º secretário-geral da Mesa Diretora e do deputado Dr. Jean Freire. 

Moção de repúdio

Em assembleia estadual, dia 28/2/18, educadores/as aprovaram moção de repúdio contra perseguição sindical em Contagem

Foi aprovada a moção de repúdio por perseguição à organização sindical em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na última sexta-feira, a Subsede de Contagem foi surpreendida com a decisão da administração municipal, que é do PSDB, de suspender liberações sindicais para o exercício do mandato sindical de sete companheiros que são liberados para militância sindical. Contagem intensifica o ataque porque sabe que o Sind-UTE/MG é um Sindicato de luta, de organização e de vitórias.







Assembleia estadual, dia 28/2/18, Belo Horizonte / ALMG

Fotos: Alessandro Carvalho – Sind-UTE/MG
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