sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Governo se compromete a enviar projeto de Lei à ALMG para pagar o reajuste do Piso Salarial

O PL será enviado até do dia 26/02, próxima sexta-feira

Aconteceu na tarde desta sexta-feira (19/02), na sede do BDMG, em Belo Horizonte, mais uma reunião entre o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e o Governo do Estado, para tratar sobre o pagamento do reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional.

Participaram pelo Sindicato a coordenadora-geral, Beatriz Cerqueira, e as diretoras estaduais: Lecioni Pereira Pinto, departamento Jurídico; Feliciana Saldanha, Formação Pedagógica e Política Sindical e Marilda de Abreu Administrativo/Financeiro e Secretária de Organização da CNTE. Pelo Governo, os Secretários-Adjunto de Planejamento e Gestão, Wieland Silberschneider, de Governo, Francisco Eduardo Moreira e da Educação, Antônio Carlos Pereira. O deputado Rogério Correia, líder da Maioria na ALMG também esteve presente.

O Sindicato voltou a cobrar do governo o cumprimento do acordo assinado, em 15 de maio de 2015, bem como da Lei Estadual 21.710/15, que garantiu a política do Piso Salarial em Minas Gerais. A resposta do governo ao Sindicato foi de que já está sendo elaborado um projeto de lei, que chegará ao Legislativo Estadual até a próxima sexta-feira (26/02), tratando sobre esse tema, já que é necessária uma lei específica para essa matéria.

Outra questão abordada foi a publicação das promoções na carreira. É que o governo havia suspendido as promoções em função de ter atingido o limite prudencial da Lei de Responsabilidade fiscal desde o final do ano passado. Como essa questão está contemplada na Lei 21.710/15 e havia um compromisso do governo de publicar as promoções em setembro de 2015 e de janeiro de 2016, o que não foi feito, o Sindicato voltou a cobrar essas publicações. A resposta foi de que a publicação das promoções será retomada e, com isso, a carreira dos profissionais da educação voltará a andar.

O Sindicato cobrou ainda o salário do mês de janeiro dos servidores efetivados e solicitou que a perícia médica na educação seja suspensa até que os problemas sejam resolvidos e o projeto de lei que trata do assunto seja aprovado na Assembleia Legislativa. O Sind-UTE/MG relatou que os designados e que eram trabalhadores da Lei 100 que já começaram a trabalhar estão sendo dispensados ao serem declarados inaptos pela perícia médica.

Trâmite na ALMG

Em relação ao trâmite do projeto na Assembleia Legislativa, o Sindicato tem a expectativa de que a matéria seja apreciada e votada com agilidade, já que esse é um assunto de interesse da sociedade e que envolve um grande número de servidores, que estão no prejuízo. “Não há o que discutir. Tudo já foi amplamente debatido, negociado e acordado. Agora é o governo fazer sua parte, cumprir o que assinou”, diz a direção do Sind-UTE/MG.

Calendário de mobilizações e greve nacional

Vale lembrar que os trabalhadores em educação de Minas Gerais já estão mobilizados na construção de um calendário de atividades. No próximo dia 20/02, realizam em Belo Horizonte um Conselho Geral para definir as próximas agendas da categoria em todo o estado.

Nos dias 15, 16 e 17 de março participam da greve nacional chamada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (CNTE), para reforçar a luta pelo cumprimento da Lei do Piso, o pagamento do reajuste do Piso Salarial de acordo com a determinação do MEC, contra a terceirização e a entrega das escolas às Organizações Sociais, contra o parcelamento de salários e a reorganização do ensino.




Fotos: Lidyane Ponciano

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Sind-UTE/MG conquista o reconhecimento de direitos para trabalhadores adoecidos da Lei Complementar 100

No dia 31 de dezembro de 2015, cerca de 8 mil trabalhadores em educação da rede estadual que estavam de licença médica e foram desligados do Estado. Eles eram vinculados pela Lei Complementar 100/07. O Sindicato questionou o governo, denunciou a situação e já, na primeira semana de fevereiro, realizou manifestação na Cidade Administrativa para também cobrar a reversão desta situação.

Antecedendo à manifestação, o Sind-UTE/MG o apresentou esta e outras demandas numa reunião com deputados estaduais ( Cristiano Silveira, professor Neivaldo, Marília Campos, Cristina Correia e Rogério Correia), no dia 02 de fevereiro, e para o Governo do Estado, em reunião realizada no dia 3 de fevereiro.

Em nova reunião com os Secretários de Governo, Odair Cunha, e Adjunto da Educação, Antônio Carlos Pereira, no dia 11 de fevereiro, o governo concordou com a reivindicação do Sindicato e anunciou que enviaria um projeto de lei à Assembleia Legislativa para manter os trabalhadores adoecidos vinculados ao Estado até que se recuperem ou se aposentem por invalidez.

O projeto de lei foi protocolado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nesta segunda-feira, dia 15 de fevereiro. O Sindicato fará avaliação geral do projeto e acompanhará a tramitarão do mesmo na Casa.


INFORME: Governo adia para sexta-feira reunião com o Sind-UTE/MG para tratar sobre o pagamento do reajuste do Piso Salarial

Em comunicado ao Sind-UTE/MG, o Governo do Estado adiou a reunião que seria nesta terça-feira, dia 16/02 para a próxima sexta-feira (19/02), pela manhã. O assunto em pauta é o pagamento do reajuste do Piso Salarial. O Sind-UTE/MG cobra do governo o pagamento do reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional de (11,36%), retroativo a janeiro de 2016. Para essa questão, o Sindicato se atenta ao que diz a Lei Estadual 21.710/15 e também se ampara no que estabelece o Acordo assinado, no dia 15 de maio de 2015, pelo governador Fernando Pimentel, e amplamente divulgado. O acordo assinado pelo Governador é claro ao dizer da “Garantia de atualização do Piso salarial estadual nos mesmos índices de correção do Piso Salarial Profissional Nacional do magistério, em janeiro de 2016, 2017 e 2018 aplicado na carreira e parcelas previstas no item 1.1 para professora da educação básica, especialista em educação básica e Analista Educacional na função de Inspeção Escolar, a serem concedidos na forma definida em lei.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

CNTE convida para Greve Nacional


sábado, 13 de fevereiro de 2016

Encontro de diretorias das subsedes do Sul de Minas (Sind-UTE/MG)

Nesse sábado (13 de fevereiro), as diretorias de 8 subsedes do Sind-UTE/MG localizadas no Sul de Minas se reuniram em Varginha para debater a Campanha Salarial 2016, pauta de reivindicações e organização da luta a nível regional.

Subsedes participantes: Campestre, Campo Belo, Caxambu, Passos, Poços de Caldas, Pouso Alegre, São Sebastião do Paraíso e Varginha, e mais seis diretores estaduais.









sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

É a luta coletiva que garante conquistas (Resultado da reunião do dia 11 de fevereiro, entre governo e sindicato)

Conquistamos 30 mil nomeações este ano e a revisão da situação de mais de 8 mil trabalhadores adoecidos da Lei Complementar 100/07

É a luta coletiva que garante conquistas! É esse o sentimento que move, nesse momento, a luta do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). Ao sair de uma reunião de quase duas horas com o Governo, a direção do Sindicato comemorou avanços importantes da pauta de demandas discutidas na tarde dessa quinta-feira, dia 11/02, no Palácio Tiradentes, Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.

Assim que a reunião foi encerrada, a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, falou com a imprensa sobre os avanços alcançados. As conquistas, segundo a direção do Sindicato, são fruto da intensa mobilização dos/as educadores/as e da disposição desta direção de não abrir mão de nenhum direito pleiteado.

Esta foi a terceira reunião este ano para tratar da seguinte pauta: reajuste do Piso Salarial, aumento do número de nomeações de concurso público, salário de janeiro dos trabalhadores da Lei Complementar 100, mudança na política de perícia médica e a situação dos servidores adoecidos. 

Sobre a nomeação de concursados, o governo assumiu o compromisso de dobrar o número de 15 mil para 30 mil nomeações por ano. Para 2016, haverá um esforço de se chegar a 50 mil. A direção do sindicato apresentou ao governo a necessidade de uma avaliação para a abertura de um novo concurso, considerando que em muitos municípios não houve concurso para cargos e disciplinas diversos. O governo verificará e voltará a discutir este ponto. 

Sobre a situação dos trabalhadores em educação que eram vinculados pela Lei 100 e que estavam de licença médica no dia 31/12/2015, o estado vai manter o afastamento médico e os servidores passarão periodicamente por perícia para avaliação sobre o o restabelecimento da saúde ou encaminhamento para aposentadoria. Um projeto de lei sobre isso será encaminhado à Assembleia Legislativa na próxima segunda-feira, dia 15. 

Sobre a política de perícia médica o governo reconheceu as críticas feitas pelo sindicato a afirmou que está disposto a rever a situação. Especificamente sobre a prática de declaração de inaptidão a profissionais da rede estadual que tem anos de trabalho e são considerados inaptos, o governo afirmou que vai isentar de perícia os trabalhadores da Lei Complementar 100 que forem nomeados. Os mesmos deverão apresentar atestado médico. 

Questionamos a situação de designados que já trabalham no Estado e quem já foi considerado inapto. O governo ficou de avaliar a situação. 

O Sindicato avaliará o projeto de lei e apresentará suas considerações na próxima reunião com o governo. Ainda, o governo apresentou a proposta para que os trabalhadores da Lei 100 possam, se quiserem, continuar no IPSEMG para atendimento de saúde até 2018. O servidor continuaria contribuindo com a sua parte. 

Sobre o pagamento do salário de janeiro de 2016, o governo afirmou que não tem uma posição. O Sindicato fez um histórico desde que a pessoa era designada e foi efetivada demostrando que o salário é devido. Se comprometeram em discutir na próxima reunião. 

O Sindicato resgatou a necessidade de um quadro de escola construído com a categoria, conforme está no Acordo assinado pelo governador e o governo se comprometeu em discutir o quadro para 2017, em abril deste ano. 

Sobre as punições da greve dos servidores das Superintendências Regionais de Ensino, o governo afirmou que estão resolvidas, que não haverá nenhum impacto na vida dos trabalhadores. 

Pagamento do reajuste do Piso

Em relação às expectativas para a próxima reunião já agendada para o dia 16, às 17h, merece destaque, a forma de pagamento do reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional de (11,36%), retroativo a janeiro de 2016. O governo se comprometeu com o Sindicato de apresentar uma proposta.

Para essa questão, o Sind-UTE/MG se atenta ao que diz a Lei Estadual 21.710/15 e também se ampara no que estabelece o Acordo assinado, no dia 15 de maio de 2015, pelo governador Fernando Pimentel, e amplamente divulgado. O acordo assinado pelo Governador é claro ao dizer da “Garantia de atualização do Piso salarial estadual nos mesmos índices de correção do Piso Salarial Profissional Nacional do magistério, em janeiro de 2016, 2017 e 2018 aplicado na carreira e parcelas previstas no item 1.1 para professora da educação básica, especialista em educação básica e Analista Educacional na função de Inspeção Escolar, a serem concedidos na forma definida em lei." O mesmo se aplica às demais carreiras da educação e aos aposentados. 

Mobilização 

Para avançar ainda mais naquilo que os/as trabalhadores/as reivindicam, o Sindicato reforça a importância da unidade e da mobilização. Dia 20 de fevereiro, acontecerá o primeiro Conselho Geral da Entidade, quando será definido um intenso calendário de atividades e de mobilizações. Antes o sindicato realiza encontros regionais de avaliação e organização neste sábado, dia 13.

Participaram

Na reunião estiverem presentes: pelo Executivo, os secretários de Governo, Odair Cunha e seu Adjunto, Francisco Eduardo Moreira e o Adjunto da Educação, Antônio Carlos Pereira. O Sindicato esteve representado pela sua coordenadora-geral, Beatriz Cerqueira e as diretoras estaduais, Lecioni Pereira Pinto (Departamento Jurídico), Feliciana Saldanha (Formação Pedagógica e Sindical) e Marilda Abreu (Administrativo/Financeiro e Secretária de Organização da CNTE) e a assessora jurídica (Daniela Oliveira). Registramos também a participação do deputado estadual, Rogério Correia, líder da Maioria na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. 



Fotos: Arquivo Sind-UTE/MG

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Trabalhadores em educação iniciam o ano escolar em manifestação na Cidade Administrativa

Os/as trabalhadores/as em educação de Minas Gerais não têm dúvidas de que só a luta garante conquista. Prova disso foi a grande mobilização que fizeram nesta sexta-feira (5), véspera de Carnaval, na Cidade Administrativa.

Caravanas de servidores da educação vindas de todas as regiões do Estado deram o tom de como será o enfrentamento que farão ao governo caso o acordo assinado em maio de 2015 e transformado na Lei estadual 21.710/15, não seja cumprido.

A mobilização surpreendeu! Vieram caravanas de todas as regiões do estado. Belo Horizonte, Betim, Contagem, Unaí, Ribeirão das Neves, Brumadinho, Esmeraldas, Jaíba, Varzelândia, Bocaiúva, Montes Claros, Espinosa, Porteirinha, Januária, Salinas, Capinópolis, Santa Vitória, Ituiutaba, Araguari, Uberlândia, Sacramento, Uberaba, Patos de Minas, Araxá, Viçosa, Muriaé, Ubá, Ouro Preto, Ponte Nova, Juiz de Fora, Conselheiro Lafaiete, Carangola, Campo Belo, Varginha, Passos, Caxambu, Diamantina, Turmalina, Capelinha, Medina, Itaobim, Almenara, Governador Valadares, Teófilo Otoni, Manhuaçu, Caratinga, Ipatinga, Coronel Fabriciano, Divinópolis e Sete Lagoas foram algumas das subsedes/cidades presentes.

Mais de 1.000 trabalhadores participaram da atividade, que teve como objetivo cobrar retorno do governo sobre o imediato pagamento do reajuste do Piso Salarial (11,36%) conforme acordo assinado pelo governador, Lei estadual 21.710/5 e Portaria do Ministério da Educação, o pagamento do salário do mês de janeiro dos ex-efetivados, a ampliação do número de nomeações de concursados com a mudança na política da perícia médica do Estado, a situação dos 8.000 servidores ex-efetivados adoecidos que foram desligados do Estado, reversão das punições relacionadas à greve das Superintendências Regionais de Ensino e a retomada do diálogo da pauta da categoria. 

Com pratos vazios simbolizando que a educação tem fome de Piso Salarial, os educadores ocuparam a Cidade Administrativa onde, no final da manhã, dirigentes do Sind-UTE/MG foram recebidos pelos representantes do Governo do Estado: Secretários Odair Cunha, (Governo) e Macaé Evaristo (Educação), numa reunião intermediada pelo deputado Rogério Correia, líder da Maioria na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

O primeiro ponto da reunião foi o pagamento do reajuste do Piso Salarial. O Sind-UTE/MG questionou sobre como o governo encaminhará o reajuste do piso salarial e o governo alegou que faltam estudos a serem concluídos pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag). A reunião foi suspensa e inicialmente foi remarcada para 17 horas e posteriormente remarcada para a próxima quinta-feira (11/02), às 15h, na Cidade Administrativa.

No próximo dia 20 de fevereiro, o Sindicato realiza o seu primeiro Conselho Geral, em Belo Horizonte. Na oportunidade, a categoria vai tirar um calendário de lutas a partir das respostas do governo.

A manifestação, que foi também contra à política de parcelamento dos salários, teve grande repercussão na mídia, com cobertura "in loco" de vários veículos da grande imprensa (rádios, jornais, TVs) e da mídia alternativa (blogs e sites).


A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG durante entrevista à imprensa

Trabalhadores em Educação fazem mística do prato vazio. "Temos fome de Piso Salarial" (05/02/16)

Coordenadora-geral do Sind-UTE/MG fala sobre as principais demandas dos/as educadores/as



Caravanas de educadores vindas de todas as regiões do Estado marcaram presença no Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte (05/02/16)


Trabalhadores em Educação fazem mística do prato vazio. "Temos fome de Piso Salarial" (05/02/16)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Trabalhadores em educação realizam hoje, dia 05, manifestação com paralisação total de Atividades em Belo Horizonte

A mobilização acontece desde às 9h, na Cidade Administrativa, e conta com a participação de educadores/as vindos em caravana de todas as regiões do Estado.

Segundo a direção do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) o que motiva essa mobilização são as recentes ações do governo do Estado e a luta contra o parcelamento dos salários do funcionalismo.

"Estamos aqui também para dizer ao governador que não aceitamos o não pagamento do mês de janeiro aos ex-efetivados da LC 100, queremos imediata aplicação do reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional (11,36%), conforme o acordo assinado em 14 de março de 2015 com esse Governo", afirma a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira.

Outros pontos da pauta são a ampliação do número de nomeações de concursados com a mudança na política da perícia médica do Estado, a situação dos 8.000 servidores ex-efetivados adoecidos que foram desligados do Estado, reversão das punições relacionadas à greve das Superintendências Regionais de Ensino e a retomada do diálogo da pauta da categoria.

O Secretário de Governo, Odair Cunha, receberá a direção do Sind-UTE/MG para tratar sobre esses assuntos, no Palácio Tiradentes. Enquanto a reunião acontece os/as educadores/as permanecem mobilizados na Cidade Administrativa.







Fotos: Lidyane Ponciano

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Assembleia de trabalhadores em educação da rede municipal de Caxambu oficializa filiação da categoria ao Sind-UTE/MG

Nesta quinta-feira (04 de fevereiro) os trabalhadores em educação da rede municipal de Caxambu realizaram assembleia da categoria. Em pauta dois pontos importantes: a continuação da mobilização para o pagamento imediato de todo o 13º salário que a prefeitura deve aos servidores, e a filiação da rede municipal de educação ao Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais - subsede Caxambu.

Sobre a primeira questão, a diretora do Sind-UTE/MG Lourdes Regina - a Teca - descreveu todo o andamento da mobilização desde o final do ano passado. Ressaltou as reuniões públicas realizadas pelo sindicato à pedido da categoria e a deliberação de diversas ações, como: calendário de mobilização na primeira semana de aula, requerimentos à prefeitura questionando o não pagamento do 13º (até hoje sem resposta oficial ao Sind-UTE/MG), divulgação da situação de ilegalidade da prefeitura para a sociedade pela mídia e redes sociais, e representação ao Ministério Público informando a falta do 13º.

A diretora ressaltou que a mobilização da categoria e as ações do sindicato proporcionaram uma pequena vitória parcial, que foi o pagamento da 1ª parcela do 13º, além da atuação do Ministério Público, que questionou a prefeitura por uma série de ilegalidades existentes. Já o diretor estadual do Sind-UTE/MG Cássio Diniz ressaltou que isso ainda é muito pouco, e que é um absurdo a prefeitura impor (e não combinar, como ele disse) que a 2º parcela seja paga somente em 13 de ABRIL. "O chefe do executivo municipal falta com a verdade ao dizer que tudo está resolvido, fingindo que os problemas salariais não existem", disse Cássio. Por isso a necessidade de uma mobilização mais forte dos trabalhadores em educação da rede municipal, e que o recuo só trará a derrota.

Após as discussões, foi aprovada uma série de ações de mobilização e atuações junto à órgãos competentes para as próximas semanas.

Outros setores: o servidor Luciano, em sua fala, parabenizou os educadores caxambuenses por sua luta e apontou a necessidade dela expandir para todo o funcionalismo público municipal. E pediu para o Sind-UTE/MG ajudar também a  mobilização dos demais setores, pois o sindicato dos servidores não está atuando.

Filiação: como segundo ponto da pauta, os presentes debateram sobre a filiação da rede municipal ao Sind-UTE/MG Caxambu. As falas ressaltaram a importância dos trabalhadores em educação se organizarem sindicalmente em uma entidade forte, combativa, participativa e democrática, como o único caminho para as conquistas da categoria. Ao final, a assembleia aprovou por unanimidade a filiação da rede municipal de educação ao Sind-UTE/MG subsede Caxambu. Agora, começa a tarefa das filiações individuais.

"Essa conquista organizacional é apenas uma primeira etapa de nossa luta. O que todos nós queremos é a defesa dos direitos dos trabalhadores em educação e a conquista de suas reivindicações", disse Cássio Diniz após a assembleia. "Não basta apenas se sindicalizar, é necessário a plena participação da categoria nas mobilizações e decisões do sindicato, que não se resumem a um prédio ou a sua diretoria. Se muitos continuarem a apenas esperar que os outros lutem por eles ou ficarem paralisados pelo medo, podem ter certeza que não venceremos."

Governo do Estado recebe o Sind-UTE/MG e diz que vai responder às demandas apresentadas na sexta-feira (5)

A direção do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) representada pela coordenadora-geral, professora Beatriz Cerqueira e a coordenadora do departamento Jurídico, professora Lecioni Pereira, sentaram-se à mesa de negociação com o governo do Estado, representado pelos secretários de Governo, Odair Cunha e Educação, Macaé Evaristo, nessa quarta-feira (03), na sede do Banco BDMG, em Belo Horizonte.

Essa foi a primeira reunião do Sindicato com o Governo para tratar de diversas demandas que impactaram a vida dos trabalhadores em educação desde o final do ano passado. Participaram como mediadores os deputados estaduais, Rogério Correia, líder da Maioria na Assembleia Legislativa, Cristiano Silveira, presidente da Comissão de Direitos Humanos, Professor Neivaldo, membro da Comissão de Educação e assessoria da deputada Marília Campos.

Os pontos da pauta foram o imediato pagamento do reajuste do Piso Salarial (13,6%) conforme acordo assinado pelo governador, Lei estadual 21.710/5 e Portaria do Ministério da Educação, o pagamento do salário do mês de janeiro dos ex-efetivados, a ampliação do número de nomeações de concursados com a mudança na política da perícia médica do Estado, a situação dos 8.000 servidores ex-efetivados adoecidos que foram desligados do Estado, reversão das punições relacionadas à greve das Superintendências Regionais de Ensino e a retomada do diálogo da pauta da categoria. O sindicato também apresentou sua avaliação do processo de designação e os problemas enfrentados pelos educadores/as. Também manifestou, mais uma vez, sua posição contrária à política de parcelamento dos salários.

Beatriz Cerqueira explicou aos secretários quais os principais questionamentos da categoria e apontou para os vários problemas que o governo pode enfrentar, caso a pauta da educação não seja atendida, referindo-se, especialmente ao acordo assinado com o governo em 14 de março de 2015, e que prevê, entre outros itens, o pagamento do reajuste do Piso Salarial.

O Sindicato deixou claro que os profissionais da educação têm uma grande expectativa em relação a tudo que foi acordado. “Nós celebramos a aprovação do Projeto que se transformou na Lei 21.710/15. Também percebemos que a pauta mais positiva deste governo em suas peças publicitárias refere-se ao reconhecimento e à valorização da educação. Então é inadmissível que esse discurso não se consolide na prática”, disse.

O Secretário Odair Cunha ouviu as considerações do Sindicato. Comprometeu-se a dar retorno sobre às demandas discutidas nesta sexta-feira, dia 5, quando acontecerá manifestação da categoria, com paralisação total de atividades, na Cidade Administrativa. 

Em entrevista à imprensa após a reunião, a direção do Sind-UTE/MG voltou a reafirmar que os educadores não aceitam pagar a conta da situação econômica do Estado e que, se o governo não encontrar de onde tirar recursos para quitar sua dívida com eles, vai encontrar uma categoria disposta a se organizar em um ofensivo calendário de mobilizações e de paralisações. Se há dificuldades, Minas Gerais deveria ir ao Governo Federal para pedir ajuda. Pode, ainda, aumentar os impostos pagos pelas mineradoras, por exemplo. Só a Samarco Mineração, empresa do consórcio Vale/BPH Billiton , teve um lucro líquido de R$ 2,8 bilhões, em 2014.



Foto:Ag.Eficaz/Sind-UTE/MG

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