quarta-feira, 12 de junho de 2019

Greve Geral 14/06: Sind-UTE/MG protocola comunicado na prefeitura, dando cobertura jurídica aos trabalhadores em educação da rede municipal que irão aderir à greve Geral

Na última segunda-feira (10/06) o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais - subsede Caxambu - protocolou na prefeitura de Caxambu o ofício 05/2019, comunicando ao executivo da cidade que os trabalhadores em educação da rede municipal poderão aderir à Greve Geral do dia 14/06 (contra a Reforma da Previdência, contra a retirada de direitos dos trabalhadores e em defesa da educação pública) sem prejuízo de suas vidas funcionais, em gozo de seus plenos direitos constitucionais. Esse comunicado é importante, dando base jurídica e legal aos trabalhadores que aderirem ao movimento.

Segue abaixo a cópia do ofício protocolado:


segunda-feira, 10 de junho de 2019

Greve Geral: manifestação em Caxambu e Varginha

Prezad@s trabalhadores em educação da rede estadual (das cidades de Caxambu, Baependi, Cruzília, São Lourenço, Conceição do Rio Verde, Lambari, Pouso Alto, Itanhandu, Itamonte, Passa Quatro, entre outras de nossa região) e da rede municipal de Caxambu

Dia 14/06 é dia de Greve Geral, com paralisação total das atividades. Para marcar esse dia importante, o Sind-UTE/MG – subsede Caxambu – convida todas/os para a manifestação regional em Caxambu contra a Reforma da Previdência, contra a retirada de direitos dos trabalhadores e em defesa da educação pública. Será às 10 horas na praça XVI de Setembro (centro). Disponibilizaremos transporte para quem é de fora. 

Além dessa manifestação em Caxambu, convidamos os mesmos a participarem da caravana regional que irá para a grande manifestação da Greve Geral na cidade de Varginha, à tarde. Os interessados que queiram ir no ônibus do sindicato precisam nos repassar o nome completo, RG e telefone para o e-mail sindutecaxambu@hotmail.com até às 14 horas de quinta-feira (13/06). O ônibus sairá de Caxambu sexta às 14 horas e retornará a noite.

Somente a luta muda a vida! Unidos, somos muito mais fortes!



domingo, 9 de junho de 2019

Greve Geral 14/06: manifestação regional em Caxambu

Prezad@s trabalhadores em educação da rede estadual (de Caxambu, Baependi, Cruzília, São Lourenço, Conceição do Rio Verde, Itanhandu, Passa Quatro, Itamonte, Aiuruoca, Pouso Alto, entre outras) e da rede municipal de Caxambu.

No próximo dia 14 de junho vamos parar o Brasil! Greve Geral contra a Reforma da Previdência e a favor dos direitos da classe trabalhadora. E o Sind-UTE/MG convoca os trabalhadores e as trabalhadoras em educação de Minas Gerais para se juntarem às Centrais Sindicais e aos movimentos estudantis e populares e fortalecer essa luta. Contra a retirada de direitos do povo brasileiro, vamos dizer "Não" à reforma da Previdência. É greve geral!

Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) subsede Caxambu convida toda categoria da educação à participarem da manifestação regional em Caxambu, contra a Reforma da Previdência, contra a retirada de direitos do povo trabalhador e em defesa da educação pública. Será às 10 horas, na praça XVI de Setembro (centro da cidade).

Somente a luta muda a vida! Unidos, somos muito mais fortes!




sábado, 8 de junho de 2019

Sind-UTE/MG participa de visita da Comissão de Educação da ALMG em escola retirada do Ensino de Tempo Integral

Na manhã desta sexta-feira, 7/6/2019, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) participou da visita da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa à Escola Estadual Dr. Roberto Belisário Viana, em Dr. Lund, distrito de Pedro Leopoldo. A intenção foi escutar os trabalhadores, as trabalhadoras e as famílias dos/as alunos/as, já que a instituição foi cortada do programa de Educação Integral pelo governador Zema.


A visita se deu a pedido da deputada estadual e diretora do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, também presidenta da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia.

Durante o encontro, foi realizada uma roda de conversa com a comunidade escolar e as famílias dos estudantes, momento de escuta, diálogo sobre as dificuldades enfrentadas e unidade de luta em defesa do ensino integral. Ao final, foi realizada uma apresentação do coral de crianças que emocionou a todos/as presentes.


A deputada Beatriz Cerqueira reafirmou o compromisso, enquanto parlamentar, na disputa da pauta com Estado e colocou o seu mandato à disposição para o debate.

A Escola Estadual Dr. Roberto Belisário Viana, que atendia pela Educação Integral há 12 anos, com 170 alunos, é a única do município a oferecer ensino do primeiro ao quinto ano. A instituição é valorizada pela comunidade na excelência do trabalho pedagógico, com prêmio de reconhecimento nacional. Quando o programa ainda estava em funcionamento eram oferecidas mais de 4 refeições por dia, aulas de música, informática, jogos e várias atividades coletivas. O turno da escola começava às 7h30 e terminava 16h45, o que possibilitava os pais trabalharem, ao mesmo tempo em que os filhos tinham qualidade no aprendizado.

Com o projeto Educação Viária, que buscou conscientizar os alunos sobre a importância de ocupar os espaços públicos e resgatar na infância a interação com a cultura local, a escola apresentou a atividade à Secretaria de Educação de Belo Horizonte, passou pela seleção estadual e foi reconhecida a nível Federal.

A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano, falou sobre a importância da escola para a comunidade e o compromisso na defesa da educação. “A escola desempenha um papel fundamental para o município, oferecendo atendimento no contra turno, ensino de qualidade e acesso a cultura para as crianças. Sabemos da importância deste espaço e seguiremos na luta, juntamente com o mandato da deputada Beatriz Cerqueira, contra os cortes do governador e pelo retorno integral, como era antes.”




Precarização do ensino

Com a política de cortes promovida pelo governador Romeu Zema, a escola não consegue mais oferecer todas as atividades, encerrando o turno às 11h30. A instituição está na lista das 1.140 que foram retiradas do tempo integral, levando a demissão de 13 funcionárias/os e diminuição de matriculados.

A ex-professora, Meire Rose Rodrigues, ressaltou os problemas enfrentados. “Quando as crianças não estão aqui, estão soltas nas ruas, vulneráveis a riscos sociais. Recebemos muitos pedidos de retorno do programa, já que pais e mães estão deixando de trabalhar porque não têm com quem deixar os filhos. Além disso, nós, trabalhadoras, estamos desempregadas.” Meire fez um apelo ao governador Zema. “Enquanto educadora, sei que não há outro caminho para transformação, se não pela educação. Eu fico muito triste com isso e temerosa pelo futuro dos estudantes. Então, peço a ele que entenda o corte como inviável para sociedade e reflita sobre a necessidade desse retorno, que só faz bem para nós e a toda sociedade.”


Maria José Moreira, doméstica e tia de três estudantes que já passaram pela Escola Dr. Roberto Belisário Viana, estava na visita da Comissão e demonstrou preocupação com o encerramento do programa. “Meus sobrinhos hoje fazem ensino fundamental e os vejo aproveitando a base que aprenderam aqui. Muitos que não estão na escola, lá fora se perdem. Essa redução coloca a vida de muitas crianças em risco, porque não têm o que comer, não têm onde aprender.”


A ex-coordenadora do programa na escola, Maria Cristina Silva, chamou a atenção para possibilidade de fechamento da instituição. “Nós atendemos alunos de todo o município, não só do distrito de Dr. Lund. Então, tenho medo de que precisemos fechá-la com o encerramento do tempo integral, já que a demanda no entorno é pequena e o ensino regular não teria o número suficiente de matrículas. Precisamos manter isso para que o projeto pedagógico continue funcionando.”


Proposta do governo Zema

Depois de pressões do movimento sindical e parlamentares em defesa da educação em Minas, a Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) anunciou uma proposta de retorno das Escolas de Ensino Integral.

Foram mantidas, imediatamente, 30 mil vagas, com reabertura de mais 25 mil matrículas no segundo semestre deste ano, e mais 55 mil em fevereiro de 2020.

Denise Romano criticou a proposta, que não dialoga com as necessidades do povo. “Deveríamos propor a expansão do programa e não a redução, com a volta parcelada. Isso promove uma descontinuidade do trabalho feito por cada escola. Além disso, o governo não anunciou quais serão as instituições contempladas no próximo semestre, o que deixa os/as trabalhadores/as e famílias a mercê das decisões de Zema.”


Cobertura: Ascom StudiumEficaz

Fotos: Guilherme Dardanhan/ALMG

Orientação do Sind-UTE/MG aos /às servidores/as vinculados à LC 138/16


Durante audiência pública realizada no dia 4 de junho, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, foi discutida a situação da Superintendência de Perícia Médica e Saúde Ocupacional do Estado.

Foram relatados vários problemas de servidores adoecidos ex-efetivados, que se encontram suscetíveis ao prazo de 31/12/2019 para que tenham sua aposentadoria por invalidez avaliada pelo Governo, conforme determinam as Leis Complementares 138/16 e 145/17, bem como, encontram diversas dificuldades como: revogação de licença médica, pagamento atrasado, pagamento em desconformidade com o posicionamento na carreira, ausência de análise da incapacidade laborativa, dentre outros.

O Sindicato disponibiliza um link de formulário para facilitar o levantamento dos problemas, bem como a sistematização e a agilidade do encaminhamento das demandas de trabalhadores/as referidos/as.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Sind-UTE/MG participa de audiência pública na ALMG e denuncia casos de negligência da perícia médica do Estado

Depoimentos recorrentes e extremamente tristes, de uma gente adoecida, que perdeu a saúde no ambiente de trabalho e que se encontra desamparada pelo Estado, passando necessidades às mais diversas, sem salário, sem saúde e sem dignidade.


Os relatos feitos nessa terça-feira (04/6/19) durante audiência pública da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), por trabalhadores/as em educação emocionaram a todos os presentes, que lotaram o auditório José de Alencar, para debater sobre a situação da Superintendência Central de Perícia Médica e Saúde Ocupacional (SCPMSO) do Estado.

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) esteve presente juntamente com um grande número de filiados/as, diretores de Subsedes de várias regiões do estado, educadores/as vindos/as de diversas regiões do Estado.

Essa audiência foi pauta após recorrentes denúncias de falhas na concessão de licenças a servidores/as adoecidos/as e atingidos/as pela Lei 100, além de violações graves nos atendimentos a educadores e no processo de aposentadoria.


A deputada estadual e diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira, autora do requerimento para realizar a reunião falou das dificuldades que a categoria tem enfrentado. “O que nós identificamos é uma enorme desconexão entre a realidade das pessoas e dos serviços de perícia no estado. No caso da aposentadoria, as pessoas são declaradas como inaptas para o trabalho, mas, não são encaminhadas para se aposentarem. Então ficam sem salário, sem trabalho, sem aposentadoria. E todas as vezes que a gente traz esse assunto ao debate, que levantamos a realidade e a expomos como ela é tem sempre alguém duvidando, achando que estamos construindo doença, forjando uma realidade”, criticou.


Por diversas vezes, foi cobrada do governo Zema solução para esse problema, que não vem de agora, mas é uma questão para o executivo dar resposta. A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano, cobrou explicações do governador. “Minas Gerais não pode tratar como descartáveis aqueles que dedicaram toda uma vida, saúde e trabalho à educação. O Estado tem a obrigação de resolver isso, principalmente, quando nos deparamos com situações graves de negligência da perícia, que resultam na piora dos casos como estamos vendo aqui.”

Relatos emocionantes

Ao longo da audiência, vários/as trabalhadores/as relataram como a falta de compromisso da SCPMSO tem agravado ainda mais a saúde daqueles que utilizam o serviço.

A Assistente Técnica de Educação Básica, Natalice de Oliveira, mostrou o resultado do descaso e da negligência do Estado e dos prejuízos que já se acumularam para a sua saúde. “Eu tirei licença em 2015 para tratar de fortes dores que sentia na coluna e irradiava pelo resto do corpo. Recebi uma receita médica de anti-inflamatórios para tratar e fui dispensada no final do ano. Em 2016, descobri uma insuficiência renal crônica, que foi agravada pelos remédios que tomava. Hoje já estou há um ano passando por um tratamento de hemodiálise, três vezes na semana, e na fila de espera pelo transplante. Eu fiquei sem chão”, se emocionou!

Sem assistência do Estado e sem condições psicológicas e físicas, ela disse que foi amparada pelo Sind-UTE/MG e recorreu da decisão de dispensa, sendo necessária outra avaliação da junta médica para ser aposentada em 2019. Mas a perícia demonstrou, mais uma vez, desumanidade e frieza. “Sabe qual foi a resposta que recebi no laudo? Eu estou apta para trabalhar. Quero que me expliquem como! Pior ainda, tive minha licença reduzida em 15 dias, em maio deste ano”, exclamou Natalice. Hoje ela viaja mais de 500 km toda semana, de Salinas, Norte de Minas, até Belo Horizonte para fazer o procedimento da hemodiálise.


Desumanidade

Mais um caso de denúncia! A Auxiliar de Serviço da Educação Básica, Kátia Marliere, ex-lei 100 contou que, por problemas na coluna e nas mãos, estava em ajustamento funcional desde 2009. Apresentou os laudos médicos que comprovaram sua situação frágil de doença, mas, quando foi à perícia, em dezembro de 2018, disseram que ela estava apta para o trabalho. “ Me trataram como se eu fosse um animal, jogando minhas documentações e dizendo ‘você não tem nada ”, relatou.


Para discutir a situação da SCPMSO, também foi convidado o Secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Otto Levy, que não compareceu. A deputada Beatriz Cerqueira chamou a atenção para a falta de compromisso da gestão estadual. “Vamos denunciar todas as responsabilidades do governo Zema. Quem governa é responsável!”

Não há sucateamento

O representante da SCPMSO da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Carlos Tadeu Villani Marques, negou o sucateamento da Superintendência e frisou: “não estamos em uma situação das melhores, mas, já passamos por eventos piores”. Ele ainda afirmou que o trato inadequado da perícia com os servidores é pontual e que é preciso entender o método de distanciamento do perito daquele que é periciado.

A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano, assim como várias pessoas presentes disseram que as denúncias não são situações isoladas ou pontuais, reafirmando que há muito tempo as denúncias de maus tratos e de atendimento grosseiro e inadequado por parte de alguns peritos vem sendo divulgadas e relatadas em espaços como esse.


A direção do Sindicato reafirma o compromisso em defesa do direito de dignidade à saúde e disse que o Sindicato seguirá incansável na luta contra o desrespeito e contra todo tipo de negação de garantias fundamentais.

Encaminhamentos

Ao final da audiência pública, a deputada Beatriz Cerqueira encaminhou os seguintes requerimentos que serão levados à apreciação da Comissão, na próxima reunião:

RQC – Requerimento de Comissão 2392/19: Requer sejam encaminhadas ao Superintendente Central de Perícia Médica e Saúde Ocupacional da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão as notas taquigráficas da 7ª Reunião Extraordinária desta comissão que teve por finalidade debater a situação da Superintendência Central de Perícia Médica e Saúde Ocupacional (SCPMSO) do Estado, para conhecimento.

Requerimentos conjuntos da deputada Beatriz Cerqueira e do deputado Doutor Paulo

RQC – Requerimento de Comissão 2393/19: Requerem seja encaminhado ao Secretário de Estado de Planejamento e Gestão pedido de providência para que, no caso dos recursos administrativos apresentados pelos servidores de que o art. 1º da Lei Complementar, número 138, de 28/4/2016, seja concedido efeito suspensivo aos citados recursos de modo que sejam mantidos os vencimentos do cargo ocupado até a decisão administrativa do caso analisado.

RQC – Requerimento de Comissão 2394/19: Requerem seja encaminhado ao Secretário de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), em Belo Horizonte, pedido de providências para que se manifeste no menor prazo possível em relação aos recursos administrativos apresentados por servidores públicos estaduais de que trata o art. 1º da Lei Complementar , número 138, de 28/4/16, em face de denegação de pedidos de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, em atendimento aos princípios da dignidade da pessoa humana e da razoável duração do processo a que se encontra submetida a Administração Pública Estadual.

RQC – Requerimento de Comissão 2395/19: Requerem seja encaminhado ao Secretário de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), em Belo Horizonte, pedido de providências para que, na análise dos pedidos de concessão de aposentadoria por invalidez ou auxílio-doença dos servidores estaduais de que trata o art. 1º da Lei Complementar, número 138, de 28/4/16, sejam reconsiderados os casos em que a doença que originou o benefício previdenciário/assistencial tenha gerado nova doença incapacitante para o trabalho após a data de 31 de dezembro de 2015.



Conteúdo: Studium Eficaz Comunicação

Fotos: Ariane Silva/ Guilherme Dardanhan – ALMG

Dia 14 de junho, vamos parar o Brasil! É Greve Geral contra a Reforma da Previdência e em defesa dos direitos dos trabalhadores!

No próximo dia 14 de junho, vamos parar o Brasil!

Greve Geral contra a Reforma da Previdência e a favor dos direitos da classe trabalhadora.

O Sind-UTE/MG convoca os trabalhadores e as trabalhadoras em educação de Minas Gerais para se juntarem às Centrais Sindicais e aos movimentos estudantis e populares e fortalecer essa luta.

Contra a retirada de direitos do povo brasileiro, vamos dizer “Não” à reforma da Previdência. É greve geral

Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG)
Clique e ouça o Spot:

Educação para todos, futuro para poucos


O que te distancia de um sonho? Quando esse desejo diz respeito à carreira profissional que pretende seguir, os obstáculos óbvios estão no acesso a uma educação de qualidade. A sala de aula que se frequenta é praticamente decisiva para ter chances de se chegar exatamente aonde se quer. No Brasil, as desigualdades entre o ensino privado e público são realidades já marteladas nas cabeças de pais que se esforçam em pagar mensalidades caras com o pensamento no futuro dos filhos. Quem não tem essa alternativa sabe que a distância percorrida será bem maior.

O TEMPO inicia nesta segunda-feira (3) uma série de reportagens que investiga como essas realidades distintas impactam a educação recebida e definem os caminhos trilhados por alunos de diferentes bairros e escolas de Belo Horizonte. Para isso fomos atrás de números e pessoas que servem de retrato da situação atual.

O acesso à educação consegue sintetizar os fatores que influenciam a desigualdade da sociedade brasileira e ajuda a entender as dificuldades de mobilidade social. Com as notas médias alcançadas por alunos das escolas da capital no Enem de 2017, conseguimos mapear os bairros da cidade onde os alunos terão mais chances de ingressar no ensino superior. O resultado reflete a desigualdade de renda. Bairros periféricos e mais pobres têm notas bem menores do que regiões de classe média, o que ajuda a perpetuar esse cenário.

Um dos esforços para reduzir essa distância foi a Lei de Cotas, que começou a vigorar em 2013 e criou um percentual mínimo de vagas em universidades públicas destinadas para alunos que fizeram o ensino médio também em rede pública. Esse percentual cresceu gradativamente até chegar a 50% em 2016. Porém, é um erro pensar que essa medida sozinha cria uma igualdade de condições.

Antes do início da entrada em vigor da Lei de Cotas, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) tinha em seu quadro de alunos 45% de estudantes que haviam se formado em escola pública. No ano passado, esse índice subiu dez pontos percentuais, chegando a 55%. Mas, quando analisamos o universo total de estudantes do Estado, vemos que esses números ainda não representam uma igualdade de condições. Do total de alunos matriculados em 2017 no ensino médio em Minas, 89% estavam em escolas públicas, contra 11% em privadas. Ou seja, mesmo representando pouco mais de 10% dos estudantes do ensino médio, 45% dos alunos da UFMG em 2018 estudaram em escolas particulares.

Quando olhamos o desempenho das escolas no Enem, vemos por que a rede privada consegue ter uma representação tão maior de alunos nas universidades públicas. Os alunos de uma escola estadual no bairro Tupi, na região Norte da capital, tiveram nota média no Enem de 435 pontos. Já a escola com nota média mais alta, o Bernoulli, no Lourdes, na região Centro-Sul, alcançou 737 pontos. Uma diferença de 302 pontos em uma escala de 0 a 1.000.

O coordenador do projeto da UFMG Pensar a Educação, Pensar o Brasil, Luciano Mendes, destaca que essa diferença é um reflexo da desigualdade social que assola o Brasil. Para ele, esses números mostram que as escolas que terão um desempenho menor serão aquelas que estão em regiões com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) menor. Por isso ele afirma que a explicação da distância entre as duas escolas ultrapassa o que acontece dentro da sala de aula.

“Se você olhar quem são as pessoas que frequentam essas escolas, você vai perceber claramente que os alunos da rede privada são as que têm uma renda maior. Então, isso vai influenciar os resultados que alcançam. O mesmo vai acontecer quando olhar os resultados de escolas públicas em áreas mais nobres ou escolas técnicas, militares e de aplicação. Elas terão um desempenho muito próximo do alcançado nas escolas particulares, porque também terão alunos de uma condição socioeconômica mais favorável”, destaca.

Por isso, Mendes ressalta que a saída para que as pessoas tenham oportunidades menos desiguais vai necessariamente ultrapassar as ações da área educacional. Ele defende que, para equalizar o acesso à educação de qualidade, é preciso investimentos em programas de transferência de renda e assistência social. “Não basta apenas fazer uma política de investimentos em educação. Em países desenvolvidos, também há diferenças do ensino de uma escola para outra, mas essa diferença não é tão grande. Porém, as desigualdades sociais também não são. Para quebrar esse ciclo em que pessoas de áreas mais pobres têm menos chances de ascender socialmente por meio da educação, é preciso darmos um passo além nas ações sociais e de transferência de renda”, disse. Ele destacou o Bolsa Família, que condicionava o pagamento do benefício à frequência dos filhos na escola, como um exemplo de política intersetorial.

Capilaridade do ensino público é exaltada

Apesar de a escola pública refletir as desigualdades sociais vivenciadas na sociedade brasileira, o coordenador do projeto Pensar a Educação, Pensar o Brasil, Luciano Mendes, destaca a importância dessa instituição por conseguir universalizar o acesso à educação básica no Brasil. “A escola pública tem uma capilaridade no Brasil que talvez nenhum outro serviço ofertado pelo Estado tenha. Nós saímos de uma realidade em que a escola pública era para poucos e chegamos hoje em acesso que é para todos. Isso é muito relevante”, destaca.

Mendes alerta para as dificuldades no cenário político atual, com o governo federal defendendo um discurso que reduz investimentos na educação e também em programas de transferência de renda. “Por isso é importante vermos uma mobilização nas ruas em defesa da educação. É um sinal de otimismo que mostra que a população está mobilizada para defender a área”, completa.


Fonte: Jornal O Tempo, por Bernardo Miranda

Foto: Alex de Jesus

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Nova diretoria do Sind-UTEMG subsede Caxambu toma posse para a gestão 2019 - 2022

No último sábado (01/06) a nova diretoria do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais - subsede Caxambu - realizou sua posse simbólica para a gestão 2019 - 2022.

Na ocasião, o professor Magnus Luderer de Andrade, presidente da comissão eleitoral local e militante histórico do movimento docente regional, fez as honras da casa, explanando sobre a importância do sindicato na região e um pouco dos aspectos históricos. Já a nova coordenadora-geral da subsede, Carla Márcia Fernandes, apontou a necessidade da organização e da mobilização da categoria em nossa região, tanto na rede estadual quanto na rede municipal de Caxambu.

A nova diretoria é composta por Carla Márcia Fernandes (coordenadora), Cássio Diniz, João Carlos Junqueira, Selma Maria, Francisca Matalina, Valdeci Maciel e Maxmiller Vitória.





terça-feira, 4 de junho de 2019

Sind-UTE/MG cobra do governo negociação da pauta de reivindicações da educação e nova reunião é marcada para dia 18 de junho




Em mais uma reunião de negociação com o governo do Estado ocorrida, dia 31/5/2019, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, por cerca de 1 hora, a direção do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) voltou a solicitar a suspensão da Circular 04/2019, que contém orientações sobre a reposição, sob pena de corte de ponto, dos/as trabalhadores/as que aderiram à convocação do Sindicato e paralisaram suas atividades na rede estadual de ensino.

“Não é razoável, num contexto difícil e de tantas perdas para a educação, e sem a negociação da pauta de reivindicações que o governo adote essa postura de orientar o corte do ponto”, afirmou a coordenadora-geral do Sindicato, Denise Romano. Historicamente, os/as trabalhadores/as em educação, segundo ela, nunca se negaram a fazer a reposição conforme o calendário estabelecido, aprovado em assembleia da categoria e negociado com o governo. “Sempre pautamos a reposição após a negociação da pauta de reivindicações, num processo construído coletivamente”, afirmou.


Por sua vez, o Secretário Adjunto da Educação, Edelves Rosa Luna, disse que não há disposição do governo do Estado em revogar o ofício/circular 04/2019, e que o prazo para a reposição de paralisações no governo Zema será de 60 (sessenta) dias, evidenciando assim um impasse para essa questão, que continua sem avançar.

Outro ponto tratado pelo Sindicato foi sobre a reposição do calendário de greves dos profissionais das SREs e do Órgão Central de 2015 a 2018. Para o Sindicato, essa é uma questão importante, que continua sem solução e tem trazido prejuízos à vida funcional dos/as trabalhadores/as.

A direção do Sind-UTE/MG deixou claro ainda que até o momento, isto é, quase seis meses dessa gestão, só houve retrocessos e perdas para os/as trabalhadores/as em educação. O governo Zema só disse “Não” a todas as reivindicações da categoria, que cobra propostas concretas.

Perdas acumuladas

A direção do Sind-UTE/MG contextualizou os vários cenários de perdas por que passam os/as trabalhadores/as em educação com esse governo, relatando desde os cortes de recursos na educação, passando pela redução de 80% do programa da Escola de Tempo Integral, com corte de 81 mil vagas, a não contratação de aproximadamente 9 mil trabalhadores/as, fusão de turmas, fechamento de escolas, falta de atendimento digno pelo Ipsemg, demissão de profissionais da MGS que prestam serviços nas Superintendências Regionais de Ensino. O Sindicato questionou a ordem expedida pelas SRE’s de corte de ponto de salários de quem se encontrava em afastamentos legalmente previstos na legislação no período da reposição da greve do ano passado.

Uma nova reunião foi agendada para o dia 18 de junho (terça-feira), às 14h, na Cidade Administrativa

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