quarta-feira, 19 de julho de 2017

Contra imposto sindical, CUT não negociará com Temer

Central não se reunirá com governo golpista para trocar apoio por financiamento

Escrito por: CUT Nacional

A aprovação da Reforma Trabalhista pelo Senado sem destaques, conforme desejava o ilegítimo Michel Temer (PMDB), mostra que, além de servir aos patrões, o golpe tinha como objetivo colocar a faca no pescoço das centrais sindicais para diminuir a combatividade na proteção dos direitos da classe trabalhadora.

De acordo com a mídia conservadora, Temer prometeu a dirigentes de pelo menos duas centrais que, após a aprovação da reforma que acabou com o Imposto Sindical, mandaria uma Medida Provisória criando uma contribuição para garantir o financiamento das centrais sindicais.

A CUT não participou dessa negociação e também não atenderá à convocação do ministro do Trabalho para uma reunião com o governo nesta quarta-feira (19) para discutir o tema porque não faz qualquer negociata em troca dos direitos da classe trabalhadora.

“Não participaremos de nenhuma negociação porque, obviamente, não negociamos uma reforma nefasta como essa para manter um imposto que combatemos desde nossa fundação, em 1983”, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Apesar de historicamente ser contra o imposto, a CUT não concorda em discutir o fim da cobrança desta forma, muito menos com um governo ilegítimo e sem qualquer respaldo popular. 

“O que Temer e os empresários querem fazer é enfraquecer o movimento sindical, alegando que ele existe só com por causa dos recursos públicos e que sindicato não é importante para a vida do trabalhador. Duas afirmações mentirosas. Primeiro não é verdade que os recursos são públicos, são dos trabalhadores. Segundo, sem sindicatos os trabalhadores ficarão à mercê dos patrões e dos seus prepostos do RH, especialmente após a aprovação da nefasta reforma trabalhista que, entre outras desgraças, prevê que os trabalhadores podem negociar sozinhos, sem apoio do sindicato da categoria, demissões e férias, entre outros itens”, argumentou Vagner. 

Esse imposto tem de acabar, mas não nesse governo, diz o presidente da CUT. Para ele, essa cobrança não ajuda na renovação nem na construção de um sindicalismo mais independente, mas para discutir o tema é preciso eleger democraticamente um presidente da República, renovar o Congresso Nacional e debater o tema com a sociedade. 

“Nós defendemos a substituição do imposto por uma contribuição negocial, aprovada pelos trabalhadores em assembleia, com piso e teto definidos e que, para existir, tenha transparência nas contas, com realização de assembleias de prestação de contas, previsão orçamentária e que os trabalhadores tenham acesso total as contas da entidade, mas isso não pode ser parte do golpe de Estado que destituiu uma presidenta legitimamente eleita", argumenta. 

“A CUT pode sobreviver sem a cobrança do Imposto Sindical, mas precisamos resgatar a democracia legítima, implementar canais verdadeiros de negociação entre trabalhadores e empresários”, conclui Vagner.

Fonte: CUT Minas

Sindifes promove debate ''Os desafios para a educação pública brasileira num contexto de crise política e econômica''

Atividade, na UFMG, será encerrada com Ato Em Defesa da Educação e Contra os Cortes Orçamentários

O Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino (Sindifes) promove o Debate sobre “Os Desafios para a Educação Pública Brasileira num Contexto de Crise Política e Econômica”, no dia 20 de julho, próxima quinta-feira, às 9 hras, no auditório 2A do CAD I da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no Campus Pampulha. Ao final do evento será realizado um ato Em Defesa da Educação e Contra os Cortes Orçamentários que tem prejudicado as instituições de ensino.

O objetivo da mesa é discutir os impactos dos cortes orçamentários e da instabilidade política na educação pública nas esferas municipal, estadual e federal e como os trabalhadores (docentes e técnico-administrativos) e estudantes podem fazer o enfrentamento das políticas de precarização, terceirização e do estado mínimo para assegurar a qualidade do ensino.

Após a mesa redonda será realizado um Ato Em Defesa da Educação e Contra os Cortes Orçamentários no local onde está sendo realizada a 69º Reunião Anual da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SBPC) com a finalidade de chamar a atenção dos participantes da reunião para a importância da luta unificada pela Educação Pública de Qualidade.


Escrito por: Sindifes

Fonte: CUT Minas

Por que a reforma trabalhista é inconstitucional?

Ministério Público do Trabalho aponta 12 mudanças que violam os direitos constitucionais do trabalhador


A reforma trabalhista, aprovada nessa terça-feira (11) no Senado Federal, viola princípios básicos da Constituição, de acordo com relatório do Ministério Público do Trabalho. Pelo menos 12 pontos do projeto de lei que altera a legislação trabalhista ferem direitos constitucionais do trabalhador. As mudanças violam os princípios da dignidade humana e da proteção social do trabalho, e podem ameaçar até o salário mínimo, segundo o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury.

O MPT apresentou estudo no último dia 26 de junho onde recomendou que os senadores vetem os pontos inconstitucionais do projeto de lei (confira abaixo cada um dos 12 pontos inconstitucionais). O procurador-geral do trabalho já havia alertado representantes do governo sobre a inconstitucionalidade de alguns artigos da reforma, quando foi chamado pelo Executivo a dar sugestões e sugerir mudanças no texto. “Nenhuma das nossas sugestões foram acatadas. Até onde sei, só foram acatadas as propostas apresentadas por empresas”, diz Fleury.

Com a reforma aprovada como está, o Ministério Público do Trabalho vê dois caminhos possíveis: entrar com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) ou com ações civis públicas nas instâncias inferiores.


Um dos pontos mais delicados da reforma, na avaliação de Fleury, é a ampliação da possibilidade de contratação de trabalhadores autônomos, permitindo que empresas demitam funcionários com carteira assinada para contratar prestadores de serviço, mesmo que diariamente e exclusivamente. “É o que chamamos de pejotização, e, no projeto de lei, ela não tem limites”, diz Fleury. “O problema da pejotização é que ela acaba com a estrutura constitucional de proteção do trabalhador”.

Fleury se refere ao artigo 7º da Constituição que garante direitos como férias remuneradas, 13º salário, FGTS, contribuições previdenciárias, jornada máxima de 8 horas, licença-maternidade, entre outros. Além disso, segundo o procurador, a pejotização permite que o empregador não cumpra o dever constitucional de pagar valor superior ao salário mínimo.

A pejotização prevista na reforma também impede que o trabalhador autônomo conquiste seus direitos na Justiça. Por exemplo: hoje, se um profissional autônomo comprova na Justiça do Trabalho que tem vínculo de emprego (estabelecido pela pessoalidade, exclusividade e subordinação), ele deve conseguir decisão favorável com relação a seus direitos, como férias remuneradas e 13º salário.


No entanto, o artigo da reforma trabalhista que amplia a pejotização diz que “a contratação de profissional autônomo afasta a qualidade de empregado”. Ou seja, caso a reforma seja aprovada, o juiz não poderá considerar que o contrato de prestação de serviço existe para fraudar um vínculo de emprego.

Outro ponto levantado pelo Ministério Público do Trabalho é a flexibilização da jornada de trabalho, prevista no projeto de lei a partir da negociação entre empregados e trabalhadores. A jornada prevista na reforma pode ser de até 12 horas por dia, o que viola a jornada de 8 horas definida na Constituição, segundo a qual ela só pode ser ampliada por acordo ou convenção coletiva de trabalho. Há, ainda, a possibilidade de redução do tempo de descanso e refeição (de uma hora para meia hora). “Essas medidas são um prato cheio para acidentes de trabalho” afirma Fleury, destacando que a maioria dos acidentes do trabalho acontece nas últimas horas da jornada devido ao cansaço.

Fleury afirma ainda que as definições do projeto de lei sobre danos morais ferem o princípio constitucional de que ‘todos são iguais perante a lei’. Isso acontece porque o projeto cria um limite máximo de valor para a indenização por dano moral, que tem relação com o salário do trabalhador. Ou seja: se o mesmo acidente de trabalho acontecer com um trabalhador que tem salário de R$ 10 mil e com um que ganha R$ 1 mil, a indenização do último será 10 vezes menor do que a do seu colega de trabalho.

Veja abaixo todos os pontos considerados inconstitucionais pelo Ministério Público do Trabalho:

1. Pejotização
O texto da reforma trabalhista afirma que a contratação de autônomos, mesmo que com exclusividade e de forma contínua, “afasta a qualidade de empregado”. Para o Ministério Público do Trabalho, esse tipo de contratação viola o princípio constitucional dos direitos fundamentais dos trabalhadores de ter uma relação de emprego “protegida” e com direitos garantidos, como remuneração não inferior ao salário mínimo, FGTS, seguro-desemprego, 13º salário, férias remuneradas, licença-maternidade, entre outros. Caso a reforma seja aprovada, o governo promete impedir, via medida provisória, que exista uma cláusula de exclusividade no contrato de prestação de serviço.

2. Terceirização
A terceirização de qualquer atividade foi liberada por outra lei aprovada neste ano, mas a reforma trabalhista detalha os casos em que ela será permitida. Os dois projetos de lei permitem a empresa terceirizar qualquer atividade, inclusive sua atividade principal. Segundo o MPT, a ampliação da prática viola o princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei porque permite remunerações diferentes a trabalhadores que realizam a mesma função.

O MPT também alega que a terceirização em empresas públicas ou em economias mistas viola a regra constitucional que estabelece concursos públicos para a contratação desses funcionários.

3. Pagamento abaixo do salário mínimo e redução do FGTS
A reforma coloca em risco o direito ao salário mínimo, estabelecido na Constituição e na Declaração Universal dos Direitos Humanos. O projeto apresenta diversas maneiras de o empregador burlar essa remuneração: uma delas é a possibilidade de contratar um autônomo de forma contínua e exclusiva, e outra são os contratos onde o trabalhador fica por um longo período à disposição da empresa, mas recebe apenas pelas horas trabalhadas. Neste caso, não há garantia de que o trabalhador fará o número de horas necessárias para ganhar o salário mínimo.

Além disso, a reforma diz que ajudas de custo (como auxílio-alimentação, diárias para viagem e prêmios) não farão mais parte do salário, o que afronta dispositivo constitucional que diz que essas verbas serão incorporadas à contribuição previdenciária e ao cálculo do FGTS.

4. Flexibilização da jornada de trabalho
O projeto de lei permite jornadas de trabalho superiores às oito horas diárias, estabelecida por meio de acordos entre empregador e empregado. Há ainda a previsão de que o empregado trabalhe 12 horas e folgue 36, regime que hoje não está em lei, mas já é permitido para algumas profissões pelo Tribunal Superior do Trabalho.

As mudanças, segundo o MPT, violam a jornada constitucional e também vão contra acordos internacionais assinados pelo Brasil, que preveem “que toda pessoa tem o direito de desfrutar de condições justas de trabalho, que garantam o repouso, os lazeres e a limitação razoável do trabalho.” O governo promete estabelecer, por Medida Provisória, que essa flexibilização só será possível a partir de acordo ou convenção coletiva.

5. Redução da responsabilidade do empregador
Para o teletrabalho (o “home-office”), a reforma diz que cabe ao empregador apenas “instruir” o trabalhador sobre os riscos de doenças e acidentes de trabalho. Além disso, afirma que a responsabilidade pela aquisição, manutenção ou fornecimento da infraestrutura necessária à prestação do trabalho remoto (e o reembolso de despesas) será prevista em contrato escrito.

O MPT afirma que é responsabilidade constitucional do empregador cumprir e custear o cumprimento das normas de saúde, higiene e segurança. Além disso, essas disposições transferem parte dos riscos e dos custos ao empregado – o que pode gerar redução salarial, vetado pela Constituição.

6. Negociação individual para quem ganha acima de R$ 11 mil
O projeto de lei permite que empregadores façam acordos individuais com trabalhadores que tenham ensino superior e que ganhem valor igual ou superior a dois tetos do INSS (ou seja, R$ 11.062,62).

Porém, a Constituição não autoriza, em nenhum momento, flexibilização de direitos por meio de acordos individuais e proíbe distinção entre trabalhos (e trabalhadores) manuais, técnicos ou intelectuais.

7. Negociado sobre o legislado
Com a reforma, convenções e acordos coletivos irão prevalecer sobre a lei em diversos temas, exceto quando se relacionar ao pagamento do FGTS, adicional noturno, repouso semanal remunerado, férias, salário-maternidade, entre outros.

Na avaliação do MPT, esses acordos podem extinguir ou reduzir direitos, o que viola a Constituição. Segundo a carta de 1988, a negociação coletiva serve para garantir que os trabalhadores organizados em sindicatos possam conquistar direitos que melhorem sua condição social, o que não está garantido no novo texto.

8. “Representantes dos trabalhadores”
A proposta estabelece que empresas com mais de 200 empregados tenham “representantes dos trabalhadores”, com a finalidade de facilitar o entendimento com empregadores, buscar soluções para conflitos e encaminhar reivindicações.

Segundo o MPT, a Constituição atribui exclusivamente ao sindicato “a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas”. Caso a reforma seja aprovada, o governo promete mudar esse ponto através de uma medida provisória.

9. Redução das horas de descanso podem aumentar acidentes e doenças
Além de flexibilizar as horas de descanso, que podem ser decididas por acordo coletivo, o texto do projeto de lei afirma que “regras sobre a duração do trabalho e intervalos não são consideradas como normas de saúde, higiene e segurança”.

Segundo o MPT, isso permite que o trabalhador seja submetido a atividade prejudicial à sua saúde em jornada de 12 horas. Mas a Constituição garante como direito do trabalhador a redução dos riscos relacionados ao trabalho. Além disso, o Ministério Público do Trabalho afirma que a maior parte dos acidentes de trabalho acontecem nas últimas duas horas da jornada, justamente devido ao cansaço do trabalhador.

10. Indenização por dano moral
O projeto de lei determina faixa de valores para a indenização por danos morais, de acordo com o salário do trabalhador. Atualmente, elas são determinadas pelos juízes. Se a ofensa for de natureza leve, a indenização determinada pelo juiz poderá ser de até três vezes o valor do salário. Se for gravíssima, de até cinquenta vezes.

A norma viola o princípio constitucional de que “todos são iguais perante a lei”, já que o projeto de lei permite valores diferentes para trabalhadores com salários diferentes, e também pode impedir a reparação integral do dano. Esse é outro ponto que o governo federal promete mudar através de uma medida provisória.

11. Acesso à Justiça do Trabalho
A reforma permite que empregados e empregadores assinem um “termo de quitação anual de obrigações trabalhistas”, o que tem potencial de tirar a decisão de questões trabalhistas da mão da Justiça. O projeto também estabelece que o pagamento dos gastos processuais é de responsabilidade do autor da ação, mesmo se tiver direito à justiça gratuita.

O MPT argumenta que isso vai contra o artigo 5º da Constituição, onde está previsto que “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”. Além disso, a Constituição estabelece a gratuidade judiciária para quem comprova não ter recursos para o pagamento das despesas do processo.

12. Limitação da Justiça do Trabalho
O projeto de lei estabelece um rito específico para que a Justiça do Trabalho aprove decisões que criam jurisprudência e aceleram processos semelhantes em instâncias inferiores, as súmulas vinculantes. Segundo a reforma, elas têm que ser aprovadas por pelo menos dois terços dos membros do tribunal, e a mesma matéria tem que ter sido decidida de forma unânime e idêntica em pelo menos dez sessões anteriores, com a realização de uma audiência pública.

De acordo com a Constituição, as súmulas vinculantes hoje podem ser aprovadas por decisão de dois terços dos membros do tribunal superior, mas sem a exigência de decisões anteriores ou de audiências públicas.

Edição: Repórter Brasil

Fonte: Brasil de Fato

terça-feira, 11 de julho de 2017

Trabalhadores/as em educação acompanham promulgação do Adveb no Plenário da ALMG

Será promulgada hoje, 11/7, a Emenda à Constituição 95, que assegura o recebimento do Adicional de Valorização da Educação Básica (Adveb) aos servidores da educação. A promulgação será feita pela Mesa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta terça-feira (11/7/17), às 11 horas, em ato público no Salão Nobre, que será acompanhado por educadores/as sob coordenação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG).

Essa emenda constitucional garante aos servidores da educação o pagamento de adicional de 5% a cada cinco anos de efetivo exercício, contados a partir de 1º de janeiro de 2012. Dessa forma, o adicional, a ser pago mensalmente, já é devido desde janeiro deste ano.
Saiba como o Adveb foi garantido

Conquistado no Acordo de 2015, assinado com o Governador do Estado, o Adveb visa garantir uma contrapartida do Estado dos direitos que a educação perdeu.

O Adveb foi criado pela Lei 21.710, de 2015, que extinguiu a política remuneratória da educação por regime de subsídio, retornando ao sistema de vencimento. O adicional não vinha sendo pago em função de dispositivo constitucional que impedia o pagamento de acréscimos aos servidores estaduais exclusivamente em razão do tempo de serviço.

Segundo a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira, o Sindicato cobrará o pagamento imediato desse beneficio, incluindo o retroativo desde janeiro. A promulgação está prevista para o dia 11 de julho.

Vale lembrar que a educação foi a única categoria que não recebeu o Adicional de Desempenho instituído pela Reforma Administrativa feita pelo governo Aécio Neves, em 2003, fazendo com que perdêssemos todos os benefícios vinculados ao tempo de serviço. Por isso, a proposta do Adicional de 5% a cada 5 anos de efetivo exercício do servidor efetivo, contados a partir de janeiro de 2012 tendo como único critério o tempo de serviço. Assim sendo, a partir de janeiro deste ano, os servidores e as servidoras que completaram esses requisitos passaram a ter direito ao acréscimo de 5% em seus vencimentos, mensalmente.


07/07/17 - Audiência Pública em Além Paraíba sobre Escola sem Partido

07/07/17 - Audiência Pública em Além Paraíba sobre Escola sem Partido

Audiência Pública promovida pela Câmara Municipal de Além Paraíba, em 7 de julho de 2017, debate o projeto de lei sobre Escola sem Partido.





quinta-feira, 6 de julho de 2017

Coletiva de Imprensa – 06/07/2017 – 14h

Sala de Imprensa
Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Rua Rodrigues Caldas, 36 - Santo Agostinho

Acontece, nessa quinta-feira (06/07), às 14h, na Sala de Imprensa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, à Rua Rodrigues Caldas, 36, no bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte, Coletiva de Imprensa do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, Sind-UTE/MG.

Na pauta: O Sind-UTE/MG apresentará uma avaliação do Projeto de Lei 4.135/17, de autoria do governo do Estado, que cria os fundos estaduais de incentivo e financiamento de investimento, aprovado no Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em 1° turno, no último dia (4/7/17) e também um balanço do que o governo deixou de investir em educação nos últimos dois anos e agora quer transferir para a iniciativa privada.

Pelo PL serão criados seis fundos estaduais: de Investimento (MG Investe), de Pagamento de Parcerias Público-Privadas (FPP), de Garantias de Parcerias Público-Privadas (FGP), de Créditos Inadimplidos e Dívida Ativa (Fecidat), de Ativos Imobiliários de Minas Gerais (Faimg) e de Investimentos Imobiliários (Fiimg).

De acordo com a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, muito preocupa os profissionais da educação e o Sindicato a criação de um fundo para pagar parcerias público-privadas.

Segundo o Sindicato, o governo de Minas quer entregar a gestão de escolas públicas para empresas privadas, por meio de projeto de Parcerias Público-Privadas e isso é a privatização do ensino público. “Estão querendo atender à lógica do mercado e não investir na educação como um bem público e fundamental”, avalia a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Aprovado, em 2º turno, na ALMG Adicional de Valorização da Educação Básica

Foi aprovado nesta segunda-feira (03/07), no plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em reunião extraordinária, por 62 votos favoráveis e nenhum contrário, em 2º turno, o projeto de lei do Adicional de Desenvolvimento da Educação Básica (Adveb).

Conquistado no Acordo de 2015, assinado com o Governador do Estado, o Adveb visa garantir uma contrapartida do Estado dos direitos que a educação perdeu.

Segundo a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira, o Sindicato cobrará o pagamento imediato desse beneficio, incluindo o retroativo desde janeiro. A promulgação está prevista para o dia 11 de julho.

Vale lembrar que a educação foi a única categoria que não recebeu o Adicional de Desempenho instituído pela Reforma Administrativa feita pelo governo Aécio Neves, em 2003, fazendo com que perdêssemos todos os benefícios vinculados ao tempo de serviço. Por isso, a proposta do Adicional de 5% a cada 5 anos de efetivo exercício do servidor efetivo, contados a partir de janeiro de 2012 tendo como único critério o tempo de serviço. Assim sendo, a partir de janeiro deste ano, os servidores e as servidoras que completaram esses requisitos passaram a ter direito ao acréscimo de 5% em seus vencimentos, mensalmente.

O governo de Minas se comprometeu, por meio de um documento assinado por quatro secretários de Estado, que faria o pagamento desse benefício para quem faz jus na folha de pagamento de maio, mas, não o fez. O Sind-UTE/MG notificou o governo no início do ano pelo descumprimento do Acordo e houve a garantia de que o Adveb seria pago, inclusive, com todo o retroativo.

Em reunião realizada, no dia 05 de maio, o governo alegou impedimento jurídico para o pagamento, mas, disse que o recurso financeiro está planejado para tal finalidade. Afirmaram ter identificado uma vedação na Constituição Estadual que impede o pagamento de qualquer benefício tendo como critério o tempo serviço. É uma regra aprovada na Reforma Administrativa do governo Aécio Neves.

Para resolver o impasse, o governo se comprometeu em enviar, até o dia 10/05, a proposta de emenda à Constituição para resolver essa questão. No entanto, não cumpriu o prazo e não enviou a proposta. Por meio de diálogo com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, conseguimos que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) fosse apresentada pelos próprios deputados. A direção do Sindicato acompanhou toda a tramitação da PEC e as inúmeras mudanças de redação.

A PEC 45/17 foi aprovada, em primeiro turno, no plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, no dia 03 de junho último. Nesta segunda-feira (03/07) passou pela aprovação em 2º turno.

Por ser proposta de Emenda à Constituição, era necessária a presença de 48 deputados estaduais dos 77 atuais. A votação foi garantida com a presença de 62 deputados no plenário e a matéria recebeu voto favorável de todos os parlamentares.

03/07/17 - Votação em Plenário na ALMG - PEC 45/17 foi aprovada em 2o turno

03/07/17 - Trabalhadores/as em educação acompanham votação PEC 45/17 na ALMG

03/07/17 - Trabalhadores/as em educação, sob coordenação do Sind-UTE/MG, comemoração aprovação da PEC 45/17 na ALMG

Fotos: Jéssica Souza / Sind-UTE/MG

sábado, 1 de julho de 2017

Trabalhadores em educação e juventude da região de Caxambu participam de manifestação em Varginha em dia de Greve Geral

No final da tarde dessa sexta-feira (30 de junho), dia de Greve Geral contra as reformas trabalhista e da previdência, ocorreu manifestação regional em Varginha, reunindo diversas categorias profissionais e sindicatos contra a retirada de direitos trabalhistas e previdenciários, entre eles o Sind-UTE/MG. Trabalhadores em educação da rede estadual e municipal da região de Caxambu participaram com uma caravana desse ato.




Greve geral reforça o coro contra as Reformas Trabalhista e da Previdência

A greve geral, que levou para as ruas de Belo Horizonte, neste dia 30 de junho, reuniu mais de 50 mil pessoas, segundo avaliações da organização do evento. A greve convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT/MG) juntamente com as outras centrais sindicais e com apoio dos movimentos sociais, populares e estudantis reforçou o "Fora Temer" e "Diretas Já". 

A mobilização contou com apoio de representantes do Movimento Nacional dos Catadores, que participam de atividade em Belo Horizonte, e dos trabalhadores sem-terra do Pará, vítimas de chacina cometida pela Polícia Militar em maio, em Pau D’Arco. A mobilização contra as reformas da Previdência e trabalhista, a terceirização, as pautas golpistas e por “Fora, Temer” e “Diretas, já” teve trancaços nas rodovias do Estado, manifestações e atos na capital e em 34 cidades do interior.

Apesar da estrutura montada no local para a festa junina Arraiá de Belô, a concentração em Belo Horizonte começou na Praça da Estação, na Região Central, com as entidades CUTistas, seguida de marcha até a Praça Sete, onde as demais centrais realizavam manifestações. Após ato conjunto, trabalhadoras e trabalhadores de todos os setores seguiram para a Assembleia Legislativa (ALMG), onde foi realizada uma Audiência Pública para denunciar os ataques da reforma trabalhista. No percurso até a ALMG, os manifestantes dialogaram com a população sobre os efeitos das reformas, especialmente, a trabalhista, que deve ir ao plenário do Senado na próxima semana, depois de passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

“Nosso balanço é, novamente, positivo. Estão aqui aqueles que estiveram na luta no dia 28 de abril. Trabalhadoras e trabalhadores dos bancos estatais e privados, dos Correios, da Petrobras, do Metrô, da agricultura familiar, assalariados e assalariadas rurais, metalúrgicos, servidores públicos municipais, servidores estaduais da saúde, da educação, da Cemig, da Copasa, da Justiça, servidores públicos federais, técnico administrativos da UFMG, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFMG), Centro Federal de Ensino Tecnológico (Cefet-MG) e da Universidade Federal dos Vales de Jequitinhonha e Mucuri (IFVJM). A diferença é que hoje não ficaremos encharcados, como no dia 28 de abril, quando enfrentamos chuva o dia inteiro e, mesmo assim, fizemos valer a nossa força”, declarou a presidenta da CUT/MG, Beatriz Cerqueira.

“Hoje é dia de Greve Geral, é dia de não trabalhar. O que importa para nós é o número de trabalhadoras e trabalhadores que paralisaram as atividades e não quantos vêm ao ato. Os metroviários pararam totalmente e, mais outra vez, a Justiça foi rápida em multar o Sindimetro em mais R$ 250 mil. Não adianta multar. A multa não vai arrefecer a nossa luta. Nós faremos quantas greves gerais forem necessárias para barrar estas reformas e não sairemos das ruas enquanto não forem convocadas eleições diretas”, continuou a presidenta da CUT/MG.

Durante a concentração na Praça da Estação e no ato na Praça Sete, foi lançada uma campanha contra os senadores por Minas Gerais. “Nossa campanha é de questionamento dos senadores. Se eles votarem a favor da reforma trabalhista serão os assassinos da classe trabalhadora e da população brasileira”, disse Cerqueira.

“Não podemos sair das ruas. As reformas, que na verdade são desmanche da Previdência e o fim dos direitos trabalhistas, não serão os únicos ataques que sofreremos. O João Dória, prefeito de São Paulo, falou em entrevista a um jornal, que não é preciso existir a Caixa e o Banco do Brasil. Basta ter um só. Privatização : este é o recado que eles estão dando. De repente, para eles, o preé-sal não vale nada mesmo. Passamos os dias dialogando com os bancários para que entendam o que a reforma significa. Não vai ter mais concurso, a CLT vai ser rasgada, que nossa alternativa é lutar contra os golpistas”, disse Eliana Brasil, presidenta do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região.

Robson Gomes da Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios, Telégrafos e Similares de Minas Gerais (Sintect-MG), elogiou a adesão de sua categoria e também fez críticas à privatização que vem sendo imposta à empresa. “Temos que defender os Correios, assim como lutamos contra as reformas da Previdência e trabalhista. A categoria entendeu a importância da união de todos nestas lutas. A nossa força está na unidade. O movimento se ampliar ainda mais a cada ataque à classe trabalhadora.”

Jairo Nogueira Filho, secretário-geral da CUT/MG, elogiou a adesão à Greve Geral das trabalhadoras e dos trabalhadores da rádio Inconfidência. “Hoje, quem sintonizar a emissora vai escutar apenas música. Eles aderiram porque compreenderam a importância de participar desta luta, que é de classe, é de todos.”

Truculência da PM em Uberlândia

A presidenta da CUT/MG denunciou mais um ato de truculência da Polícia Militar de Minas Gerais contra o movimento sindical. “Hoje, o presidente da CUT do Triângulo Mineiro, Luiz Sérgio dos Santos, o Luizão, foi preso durante uma manifestação contra a presença, em Uberlândia, do ministro da Saúde golpista, Ricardo Barros. Um ovo atingiu o deputado federal, Tenente Lúcio, que votou contra nós a favor da reforma trabalhista, e os militares reprimiram os manifestantes. É incrível como a PM é seletiva. Não procurou saber até hoje quem é responsável por um helicóptero com 500 quilos de cocaína, mas criminaliza os movimentos sociais. É um absurdo que um governador que se comprometeu a não mais criminalizar as lutas dos movimentos sindical e sociais no Estado permite que isso continue a acontecer.”

MST libera pedágio em Itatiaiuçu

Na manhã desta sexta-feira (30), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra aderiu às manifestações da Greve Geral abrindo as cancelas do pedágio na BR 381, na altura do município de Itatiaiuçu.

São 600 trabalhadores e trabalhadoras que exigem o fim da retirada de direitos pelo governo golpista, se somam ao anseio da sociedade pelo "Fora Temer" e pela restauração da democracia através eleições diretas.

Os manifestantes são contra a reforma trabalhista e a reforma da previdência. "Os projetos de lei e as antirreformas golpistas tem um único objetivo: aumentar a riqueza de quem já possui demais, esmagando os direitos dos trabalhadores e entregando as riquezas do país nas mãos do capital imperialista", explica a Dirigente do MST Nacional Ester Hoffmann.

Ela alerta também que MP 759 é mais uma ameaça à soberania do país. "Essa lei absurda quer estimular a venda de lotes em assentamentos, somos totalmente contra essa prática, acreditamos na concessão de uso da terra. Ao mesmo tempo autoriza as empresas transnacionais a adquirirem imensas áreas produtivas para especulação e a monocultura. Ou seja, estão vendendo o Brasil", denuncia Hoffmann.


;



Fontes: Texto adaptado pelo Sind-UTE/MG ,com informações da CUT/MG/ Rogério Hilário e do MST
Fotos: Jéssica Souza - Sind-UTE/MG

Adicional de Valorização da Educação Básica está na pauta de votação, nesta segunda-feira, dia 03/07

O Adicional de Desenvolvimento da Educação Básica (Adveb) foi conquistado no Acordo de 2015, assinado com o Governador do Estado, visando garantir uma contrapartida do Estado dos direitos que a educação perdeu.

A educação foi a única categoria que não recebeu o Adicional de Desempenho instituído pela Reforma Administrativa feita pelo governo Aécio Neves, em 2003, fazendo com que perdêssemos todos os benefícios vinculados ao tempo de serviço. Por isso, a proposta do Adicional de 5% a cada 5 anos de efetivo exercício do servidor efetivo, contados a partir de janeiro de 2012 tendo como único critério o tempo de serviço. Assim sendo, a partir de janeiro deste ano, os servidores e as servidoras que completaram esses requisitos passaram a ter direito ao acréscimo de 5% em seus vencimentos, mensalmente.

O governo de Minas se comprometeu, por meio de um documento assinado por quatro secretários de Estado, que faria o pagamento desse benefício para quem faz jus na folha de pagamento de maio, mas, não o fez. O Sind-UTE/MG notificou o governo no início do ano pelo descumprimento do Acordo e houve a garantia de que o Adveb seria pago, inclusive, com todo o retroativo.

Em reunião realizada, no dia 05 de maio, o governo alegou impedimento jurídico para o pagamento, mas, disse que o recurso financeiro está planejado para tal finalidade. Afirmaram ter identificado uma vedação na Constituição Estadual que impede o pagamento de qualquer benefício tendo como critério o tempo serviço. É uma regra aprovada na Reforma Administrativa do governo Aécio Neves.

Para resolver o impasse, o governo se comprometeu em enviar, até o dia 10/05, a proposta de emenda à Constituição para resolver essa questão. No entanto, não cumpriu o prazo e não enviou a proposta. Por meio de diálogo com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, conseguimos que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) fosse apresentada pelos próprios deputados. A direção do Sindicato acompanhou toda a tramitação da PEC e as inúmeras mudanças de redação.

A PEC 45/17 foi aprovada, em primeiro turno, no plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e precisa passar por nova votação em segundo turno. Apesar de ter sido colocada na pauta de votação duas vezes, a mesma não aconteceu. Após novo diálogo com a Assembleia Legislativa, ficou acertada convocação de uma reunião extraordinária para a votação. Ela acontecerá no dia 03 de julho, às 17 horas. Por ser proposta de emenda à Constituição, ela precisa da presença de 48 deputados estaduais, dos 77 atuais. O Sindicato está mobilizando as regiões mais próximas a Belo Horizonte para pressionarmos e garantirmos esta votação. Cada um também pode contribuir fazendo contato com o deputado estadual da sua região para que o mesmo compareça e vote. Também é importante que não haja obstrução na votação, situação em que a mesma não acontecerá no dia, postergando ainda mais a votação.


    Copyright - Sind-UTE/MG Caxambu

    Rua Dr. Enout nº 193 - Centro/Caxambu. Telefone: (35) 3341-3799 / Email: sindutecaxambu@hotmail.com