terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Grupo de Trabalho sobre carreiras das Superintendências Regionais de Ensino e do Órgão Central realiza nova reunião com o governo

A terceira reunião do Grupo de Trabalho (GT) sobre as carreiras dos servidores das Superintendências Regionais de Ensino (SREs) e do Órgão Central aconteceu, no dia 13 de janeiro de 2016, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, das 14h30 às 16h30.

Participaram da reunião: Diego Freitas, Luiz Carlos, Joeliza Vieira, Soraya Hissa, Lecioni Pereira, diretora estadual do Sind-UTE/MG, Daniela Oliveira, da assessoria jurídica e Liliane Resende, do Dieese subseção Sind-UTE/MG. 

Representando o governo do Estado participaram Hércules Macedo, chefe de gabinete e Paulo Bressia, assessor da Subsecretaria de Recursos Humanos, ambos da Secretaria de Estado de Educação, Letícia Campos pela Secretaria de Governo e Luciana, representando a Secretaria de Estado do Planejamento e Gestão (Seplag).

Ausente o Secretário-Adjunto da Secretaria de Estado de Educação, Antônio Carlos Pereira (Carlão), por motivo de saúde, tendo sido o mesmo representado pelos membros da SEE citados anteriormente.

Pediu-se para constar, em ata, a ausência por motivo de força maior, do Secretário Adjunto de Governo, Francisco Eduardo Moreira, o qual, na reunião do dia 09/12/2015, havia salientado interesse de acompanhar a apresentação relativa aos Técnicos da Educação (TDE).

Não houve a apresentação da Seplag, quanto ao estudo realizado sobre outras carreiras no âmbito de outros estados. Essa apresentação ficou agendada para a próxima reunião, onde também será fechado o calendário para conclusão dos estudos do Grupo de Trabalho.

A despeito das ausências mencionadas, os trabalhadores integrantes do GT, os representantes do Sind-UTE/MG e do Dieese deliberaram no sentido de que a reunião deveria ser mantida, sendo realizada a apresentação relativa aos TDE e mantido, integralmente, o calendário já estabelecido.

Assim, o objetivo central da reunião foi apresentar o diagnóstico relativo à carreira de TDE. Essa apresentação foi feita pela integrante do GT, Soraya Hissa e foi complementada por Joeliza Vieira.

A explanação relativa à carreira de TDE estendeu-se durante toda a reunião, vez que a metodologia aprovada permitiu intervenções de todos os participantes para devidos esclarecimentos.

A apresentação detalhada da carreira TDE seguiu os argumentos do diagnóstico elaborado pela integrante do Grupo, Soraya Hissa, com a colaboração de servidores da carreira TDE, conforme síntese abaixo:

Análises das distorções

A análise foi realizada tendo como base a comparação entre as tabelas de vencimento básico (VB) e Subsídio, do Nível I Grau A, das carreiras ANE- 40h, ATB -30h, e na proporcionalidade de CH da carreira de Professor em nível Médio técnico/magistério- PEBT1, instituídas pelas Leis 15.293/04, como também nas leis 15.784/05; 17.006/07; nº 18.802/10; nº 18.975/10, nº 21.058/13 e nº21.710/15.

Diferenças entre as carreiras ATB, ASE e TDE

Aspectos legais das carreiras: Escolaridade mínima exigida, carga horária e locais de atuação e atribuições.
*Solicitou-se que seja objeto de estudos do GT o número e a necessidade de profissionais das unidades escolares (ATB, EEB, Professores...) estarem em exercício nas SREs e OC, para desenvolver atribuições inerentes às carreiras TDE e ANE, com funções gratificadas e cargos em comissão, em detrimento aos servidores das carreiras com atuação nas SREs e OC (ANE, ASE e TDE), uma vez que tal situação acentua a desvalorização desses servidores e gera substituição nas escolas, onerando os cofres públicos.

Diferenças entre as atribuições das carreiras ATB e TDE

Atribuições do cargo instituídas em Lei são voltadas para a escola, local que, por lei, não podemos atuar e não condizem com a realidade do trabalho desenvolvido, não existindo, na prática, diferencial aparente às demais carreiras da SRE e OC.
Pontuou-se o constrangimento vivenciado por servidores da carreira TDE que desenvolvem o mesmo trabalho de um colega ANE, não receberem os valores de diárias de forma igualitária. Solicitamos a revisão do Decreto nº 45.618/11.

Distorções da carreira TDE em relação às carreiras ATB- 30h e ANE-40h, PEB-T1 A E LEI 21.710/2015

Foi apresentada evolução histórica da distorção relativamente às carreiras de ATB e ANE, desde o ano de 2005. Do mesmo modo, explicou-se a distorção em relação à proporção da carga horária do PEB- T1 A, que gera uma perda mensal de 53,8%.

Reforçamos a necessidade de reparação, pois foi comprovado que a reinvindicação é justa e legítima, uma vez que, o valor apresentado equivale a 85% do salário do ANE, valor de reparação reivindicado pela categoria que é ainda menor ao que recebíamos em 2005.

Reforçou-se a necessidade de reparação e a criação do indexador de 85% ao salário ANE, única forma de respeitar e assegurar que o ciclo de injustiças seja rompido.

1-    Em relação à Lei 21.710/15

Reconheceram-se os avanços da Lei que extinguiu a remuneração por subsídio e concedeu abono incorporável, em 2017 e 2018, para as 8 carreiras da educação, entretanto, pontuou-se que os abonos foram concedidos sob o vencimento básico distorcido historicamente em 53,8%, para a carreira TDE e que, portanto, não podem ser considerados para e como correção das históricas distorções apresentadas.

Defasagem da remuneração do TDE em relação às demais carreiras de Técnico do Estado de Minas Gerais

Ocupamos o décimo nono lugar entre as 26 carreiras analisadas no âmbito estadual, com um agravante, algumas delas são de 30h. Lembrou-se também, que os agentes de segurança penitenciária tiveram suas tabelas reajustadas em 2015 com salário inicial em nível médio para R$ 4.098,45. Acredita-se ser este um salário digno. Mas, questiona-se a valorização de uma categoria em detrimento à educação, vez que a única forma de diminuir à violência e esvaziar os presídios é ter como prioridade a Educação.

Quantitativo TDE nomeados para Metropolitanas A,B e C e OC e, entre dez/2012 e jan/2013, em exercício e desligados até ago/2015

Apresentou-se dado que indica que, dentre os TDE nomeados para o Órgão Central/SEE, entre dez/2012 e jan/2013, 39% desistiram de seus cargos ainda na fase de estágio probatório. Crê-se que o número de desligamentos não foi maior uma vez que, dos 53 (cinquenta e três) que continuam em exercício nas Metropolitanas A, B e C, 20 (vinte) já recebem funções e ou cargos em comissão; no OC, dos 60 (sessenta) em exercício, 31 (trinta e um) também já os recebem.

Situação essa, que gera custos de recrutamento, treinamento, não retenção de possíveis talentos e muitas vezes perde-se memória organizacional, pois muitos desses servidores levam consigo o que aprenderam e fizeram.

Plano de Carreira

Evidenciou-se a baixíssima atratividade dos planos de carreiras do Grupo de Atividades de Educação Básica no que se refere aos índices de progressão e promoção, bem como pela ausência de valorização à qualificação profissional na estrutura do plano de carreira.

Solicitou-se que a regra que utiliza o tempo do estágio probatório para a promoção seja alterada de 2008 para 2002.

Representatividade dos TDE

Por fim, destacou-se o baixo impacto que a correção das distorções históricas terá ante o fato de que os TDE representam apenas 0,53% do contingente do Estado, 0,84% do contingente da SEE e representam 0,38% da folha estadual e 1,19% da folha da SEE.

A próxima reunião está marcada para o dia 27/01/2016, às 14h, na Cidade Administrativa, para continuidade dos estudos.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Plenária Regional de trabalhadores em educação da rede estadual de Minas Gerais

Plenária Regional de trabalhadores em educação da rede estadual de Minas Gerais
(Caxambu, São Lourenço, Cruzília, Baependi, Conceição do Rio Verde e demais cidades próximas)
Dia: 19 de janeiro (terça)
Horário: 18 horas
Local: Sind-UTE/MG subsede Caxambu - rua Dr. Enout 193, Centro - Caxambu/MG

Pauta: discussão em torno do anúncio do governo sobre escalonamento dos salários; processo de designação 2016


Reunião de servidores da rede municipal de educação de Caxambu

Reunião de servidores da rede municipal de educação de Caxambu (professores e funcionários de escolas).
Dia: 19 de janeiro (terça)
Horário: 14 horas
Local: Sind-UTE/MG subsede Caxambu - rua Dr. Enout 193, Centro - Caxambu/MG


Resumo da reunião entre governo de Minas e sindicatos

Cenário estadual preocupante! 2016 tem que ser de muita mobilização!

2016 tem que ser de muita mobilização!

Aconteceu, nesta sexta-feira (15/01), reunião do governo do Estado com os sindicatos do funcionalismo público. O Sind-UTE/MG participou através da professora Lecioni Pereira, que é da Comissão de Negociação do Sindicato.

O formato da reunião organizada pelo governo não era para ser de negociação, mas informativa, sem encaminhamentos. Apenas informar. Também contribuiu para este formato a lista de participantes: além de sindicatos foram convidadas dezenas de associações. Ao todo foram 39 entidades e um pouco mais de uma hora de reunião. 

Os Secretários de Estado da Fazenda, José Afonso Bicalho e do Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, conduziram a reunião e apresentaram um cronograma de pagamento do funcionalismo para os meses de fevereiro, março e abril de 2016. Esse anúncio aconteceu após dois meses de atraso na data do pagamento dos servidores estaduais (dezembro de 2015 e janeiro de 2016).

Antecedendo a esta reunião fomos bombardeados por calendários de pagamento que, supostamente, já tinham sido apresentados pelo governo. Muita especulação que, diante do anúncio dessa sexta-feira, pode até gerar uma falsa ideia de alívio, uma vez que o suposto calendário, amplamente divulgado, não se confirmou. Mas, o cenário estadual é preocupante, principalmente porque não estão descartados novos parcelamentos.

É necessário avaliar também que a estratégia do governo, com o anúncio desta sexta-feira, é a de divisão do funcionalismo. Dados apresentados pelo próprio governo apontam que a maioria não será afetada pela medida anunciada. Não será afetada nestes três primeiros meses. Nada impede que não seja nos próximos. E como o parcelamento não atingirá a maioria, dificultaria uma mobilização geral. Dividiu e expôs servidores que, por ventura, recebam mais de R$3.000,00 a se "contentarem".

A nossa crítica sobre o parcelamento poderia parecer infundada aos olhos da sociedade! Há que se destacar também a notícia que foi dada pelo governo e que foi pouco explorada: a suspensão do pagamento de diretos já adquiridos pelos servidores. O Sind-UTE/MG já havia recebido reclamações de que direitos como o pagamento de extensão de jornada e a gratificação de direção de escola de vários servidores não foram pagos e não havia previsão de pagamento. A notícia do governo confirma a retenção de pagamento de direitos adquiridos.

O governo também anunciou uma reforma administrativa que traria economia para o Estado. Mas a questão é porque ela não foi pensada antes? Todo anúncio de problemas para os servidores estaduais é acompanhada da notícia de uma reforma administrativa. Porque o governo não arrumou a casa quando assumiu? E será, de acordo com o governo, uma reforma administrativa em que os servidores não terão participação. Então, não dá para confiar sem ter acesso ao que será proposto. 

Por fim, os representantes do governo anunciaram que os acordos celebrados com as áreas da saúde e da educação serão mantidos integralmente! A posição do Sind-UTE/MG foi a de não aceitar nenhum dia de atraso no pagamento dos servidores, até porque segundo a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, o que todos querem é “conquistar e não retroceder!”

Anúncio do governo: 
O Secretário Helvécio Magalhães anunciou que o governo pagará os vencimentos para quem recebe até R$ 3 mil no 5º dia útil de fevereiro, o que deve atingir 75% dos servidores, isto é, 477 mil funcionários públicos. Mas, os outros 25% vão receber pagamento parcelado. Quem ganha até R$ 6 mil receberá a segunda parcela em 12 de fevereiro e acima deste valor, o pagamento será feito em três parcelas (5,12 e 16 de fevereiro).

A matemática será a mesma para a folha de fevereiro, que será quitada no mês de março e para os salários de março, que serão pagos em abril.

Os servidores com proventos até R$ 3 mil receberão no 5º dia útil (7 de março). Para salários até R$ 6 mil (pagamento em 7 e 11 de março); acima de R$ 6 mil (7, 11 e 16 de março).

Já no mês seguinte, março, os salários daqueles que recebem até R$ 3mil serão depositados no dia 7 de abril. Servidores com salários até R$ 6 mil (dias 7 e 12 de abril) e para quem ganha acima de R$ 6mil (dias 7, 12 e 15 de abril).

Segundo o governo, o pagamento escalonado por faixas de salários e parcelado será adotado para os servidores da ativa, aposentados e pensionistas.

Em nota divulgada à imprensa (dias 04 e 08 de janeiro), o Sind-UTE/MG se posicionou, veementemente, contra o atraso do pagamento e, num manifesto conjunto com o Sindifisco-MG e o Sind-Saúde, reafirmou que essa política do governo (de atrasar, escalonar e parcelar salários) gera instabilidade e traz prejuízos aos servidores.

Unidade no funcionalismo: 
Após a reunião com o governo, representantes do Sind-UTE/MG, Sind-Saúde e Sindifisco-MG se reuniram na sede da CUT Minas. Os representantes avaliaram a reunião, definiram um posicionamento conjunto que será explicitado através de uma nova carta das entidades, bem como começaram a discutir um calendário conjunto para fevereiro.

A direção estadual do Sind-UTE/MG se reúne no final de semana (23 e 24 de janeiro) para avaliar o cenário estadual e começar a planejar a campanha salarial educacional de 2016, que será de muita luta!


15/01/16 - Professora Lecioni Pereira representa o Sind-UTE/MG, na reunião na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte

15/01/16 - Dirigentes do Sind-UTE/MG, Sindifisco-MG e Sind-Saúde se reúnem, na sede da CUT-MG, após reunião na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte

Fotos: Vera Lima/Sind-UTE/MG

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Sind-UTE/MG Caxambu protocola na SRE pedido de centralização da 1º designação

Na última quinta-feira (14/01) o Sind-UTE/MG subsede Caxambu protocolou na Superintendência Regional de Ensino solicitação para que a primeira designação do ano de 2016 da rede estadual de educação seja "centralizado por cidade". Essa proposta visa facilitar a participação dos candidatos à designação no processo, que esse ano terá a particularidade de ter mais de 150 mil cargos a serem preenchidos temporariamente até a nomeação dos concursados.

Até o ano passado, a 1º designação do ano era realizado descentralizado, nas próprias escolas. Esse modelo obrigava os candidatos a peregrinarem por diferentes escolas em busca dos leilões, correndo o risco deles serem no mesmo dia e horário. Sendo centralizado por cidades, muitos desses problemas acabariam.

A direção estadual do Sind-UTE/MG já havia protocolado o mesmo pedido na Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

Ainda aguardamos a resposta da SRE Caxambu.




quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

MEC anuncia reajuste do Piso Nacional do Magistério em 11,36%

fonte: CNTE

Conforme havia sido informado na última reunião do Fórum permanente de acompanhamento e atualização do piso salarial nacional do magistério público da educação básica, instância composta por MEC, Consed, Undime e CNTE, o referido piso, em 2016, valerá R$ 2.135,64.

O reajuste deste ano foi definido novamente pelo critério estabelecido em Parecer da Advocacia Geral da União, de 2010, que leva em consideração a estimativa de crescimento percentual do valor mínimo do Fundeb, entre 2014 e 2015, extraídas das Portarias Interministeriais MEC/MF nº 8, de 5/11/15 e nº 19, de 27/12/13. Ambas podem ser consultadas no sítio eletrônico do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (http://www.fnde.gov.br).
Ao contrário de anos anteriores, em que o piso teve atualizações substanciais, em 2016, por consequência da inflação, o percentual de reajuste ficou próximo dos principais índices de reposição inflacionária (10,67% do IPCA e 11,27% do INPC). Ainda assim, pode-se dizer que houve ganho real.

Caso seja mantido o mesmo critério de reajuste em 2017, o percentual de atualização do piso deverá ser de 7,64%, com base no valor per capita do Fundeb estimado para 2016, à luz da Portaria Interministerial MEC/MF nº 11, de 30/12/15, que foi de R$ 2.739,87 (referente ao investimento mínimo per capita para os anos iniciais urbanos do ensino fundamental).

Diante desta perspectiva, e seguindo as discussões travadas em âmbito do Fórum de Acompanhamento do PSPN, com vistas a vincular os percentuais de reajuste do piso às receitas efetivas do Fundeb (e não propriamente ao custo aluno per capita), a CNTE chama a atenção da categoria para a necessidade desse debate garantir além da reposição inflacionária (coisa que o atual critério de reajuste não prevê), também ganhos reais com base no cumprimento da meta 17 do Plano Nacional de Educação.

Para 2016, a CNTE reitera a necessidade de os sindicatos promoverem amplo processo de mobilização para garantir a aplicação efetiva do reajuste do piso em todos os níveis dos planos de carreira. Isso porque, mesmo diante da crise fiscal, é preciso encontrar mecanismos para garantir a valorização dos profissionais da educação, sobretudo através de esforços na arrecadação dos tributos (sem promover isenções fiscais) e na aplicação das verbas conforme dispõe a legislação educacional, sem desvios ou desperdícios.

Aproveitamos, também, para reforçar a convocatória de nossos sindicatos e de toda sociedade para a Greve Nacional da Educação, a realizar-se entre 15 e 17 de março de 2016, momento em que a CNTE fará balanço nacional da aplicação do piso do magistério e das demais políticas públicas estabelecidas no PNE e nos planos subnacionais.

"Queremos conquistar, não retroceder", afirma coordenadora-geral do Sind-UTE/MG

Nesta sexta-feira(15), o Sindicato participa de reunião com representantes da Seplag
O Governo do Estado convocou reunião com os sindicatos representantes do funcionalismo público estadual para esta sexta-feira (15/01, às 10h) na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.  

Segundo informa a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, o convite diz que é “para tratar de assuntos de interesses de todas as entidades representativas dos servidores públicos do Estado de Minas Gerais.” 

O Sindicato vai aguardar a reunião, mas Beatriz já adianta que a posição que será levada à mesa é de “nenhum dia de atraso no pagamento. Queremos conquistar, não retroceder!”, afirma.

Carta aberta

Em 04 de janeiro último, o Sind-UTE/MG divulgou uma carta aberta afirmando que o funcionalismo estadual recebia com indignação a notícia veiculada no site Agência Minas, informando que o pagamento dos servidores seria alterado do dia 8 para o dia 13 de janeiro de 2016. 

No documento o Sindicato questionou a forma de comunicação com os servidores, entendendo que a simples publicação de uma nota num sábado à tarde não podia ser considerada como diálogo. "Ouvir para governar, além de ser o lema do seu governo, foi compromisso assumido com os servidores públicos, quando da campanha eleitoral em 2014. Portanto, há que se estabelecer um processo consistente e permanente de diálogo com os servidores estaduais. A forma como o governo atuou, além de desrespeitosa, gerou insegurança diante de vários boatos sobre novos atrasos e supostos parcelamento de salários", disse o Sind-UTE/MG em sua nota.

Outro argumento é de que a mudança na data de pagamento dos servidores estaduais ocorreu pela segunda vez consecutiva, trazendo enormes transtornos aos trabalhadores dos serviços públicos que se organizaram para o recebimento do seu salário no 5° dia útil de cada mês. 

Nota pública conjunta

Já no dia 08 de janeiro, numa manifestação conjunta com o Sindifisco-MG e o Sind-Saúde, o Sind-UTE/MG voltou a se posicionar, em carta aberta, amplamente divulgada em seus canais de comunicação (site e redes sociais) e na imprensa. 

Voltou a dizer que não era possível os servidores conviverem com a instabilidade de, em cada mês, ser anunciada uma data diferente de pagamento e pediu ao Governo do Estado para envidar esforços para honrar os compromissos com os servidores e manter a data de pagamento no dia 8 de janeiro de 2016.

Por fim, os três sindicatos também solicitaram o agendamento de uma reunião, o mais breve possível, do Governo com as entidades representantes do funcionalismo estadual.

Sind-UTE/MG- www.sindutemg.org.br
Assessoria de Imprensa (31) 999680652 e 999680651

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Diretoria do Sind-UTE/MG Caxambu faz primeira reunião de 2016

A diretoria do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais - Sind-UTE/MG - subsede Caxambu realizou nessa quarta-feita (13/01) a sua primeira reunião de 2016. Mesmo em período que muitos da rede estadual ainda estão de férias, os diretores sindicais se reuniram para debater e deliberar as ações da entidade a nível regional.

Em pauta, o estudo detalhado da Resolução SEE nº 2.836/15, discussão sobre o processo de designação 2016, análise da conjuntura estadual e a mobilização da categoria e debate sobre o Currículo Nacional Comum.

Lembrou-se também nessa reunião a necessidade da participação do conjunto da categoria nas atividades e mobilizações organizadas pelo sindicato, para que possamos conquistar as demandas coletivas.




segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Sind-UTE/MG solicita medidas sobre designação 2016

Um processo transparente, construído com a participação efetiva da categoria e que rompesse com a lógica de estrangulamento das escolas e de punição dos trabalhadores, além de respeitar o período de férias do/a professor/a. Estas eram premissas que deveriam ter sido respeitadas pelo Governo do Estado de Minas Gerais.

A preocupação da categoria com um quadro de escola que trouxesse melhores condições de trabalho fez com que a assembleia realizada, em maio de 2014, que votou pela assinatura do acordo com o governador incluísse a demanda da construção da resolução do quadro de escola para 2016 no acordo assinado. No entanto, a Resolução não foi construída com a participação da categoria e foi publicada no período de recesso, repetindo o que os trabalhadores em educação sofreram nos últimos anos. Profissionais em férias estão sendo convocados para distribuição de aulas.

Considerando o alto número de cargos que serão destinados à designação em 2016 e a estrutura da perícia médica, que não consegue agendar todas as consultas necessárias antes do início das designações e, visando um processo transparente e que cause o menor desgaste possível aos trabalhadores em educação, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) solicitou nesta segunda-feira, dia 11 de janeiro, que as designações sejam centralizadas, de modo a evitar verdadeiras peregrinações de profissionais em busca de contratos por diversas escolas e para trazer mais transparência ao processo de designações, que serão superiores a 150 mil cargos este ano.

Além disso, o Sindicato também solicitou que os exames médicos possam ser apresentados após o processo de designação do servidor.

Aguardamos retorno do governo.

Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Geais (Sind-UTE/MG)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Carta do Sind-UTE/MG ao governador do Estado

Diante da divulgação de novo atraso no pagamento dos servidores estaduais, a direção estadual do Sind-UTE/MG encaminha seu posicionamento ao Governo do Estado.

Governador Fernando Pimentel,

Recebemos, com indignação, a notícia veiculada no site Agência Minas informando que o pagamento dos servidores estaduais seria alterado do dia 8 para o dia 13 de janeiro de 2016.

Em primeiro lugar, questionamos a forma de comunicação com os servidores. Entendemos que a simples publicação de uma nota, num sábado à tarde, não pode ser considerada como diálogo. E ouvir para governar, além de ser o lema do seu governo, foi o seu compromisso assumido com os servidores da educação, quando da campanha eleitoral, em 2014. Portanto, há que se estabelecer um processo consistente e permanente de diálogo com os servidores estaduais. A forma como o governo atuou, além de desrespeitosa, gerou insegurança diante de vários boatos sobre novos atrasos e supostos parcelamento de salários.

A mudança na data de pagamento dos servidores estaduais ocorreu pela segunda vez consecutiva, trazendo enormes transtornos a mais de 400 mil trabalhadores, que se organizaram para o recebimento do seu salário no 5° dia útil de cada mês. Não é possível convivermos com a instabilidade de, em cada mês, ser anunciada uma data diferente de pagamento. Assim como nos é exigido planejamento no nosso trabalho, o governo deve fazer o mesmo. Entendemos que precisa envidar esforços para honrar seus compromissos com os servidores e, por isso, solicitamos que seja mantida a data de pagamento no dia 8 de janeiro de 2016.


Aguardamos retorno.
Atenciosamente, 
Direção Estadual do Sind-UTE/MG

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