sexta-feira, 17 de abril de 2015

Governo apresenta nova proposta ao Sind-UTE/MG (17/04)

Governo do Estado apresenta nova proposta ao Sind-UTE/MG

Nesta sexta-feira, 17 de abril, aconteceu a 8ª reunião da comissão de negociação formada pelo governo, Sind-UTE/MG e Adeomg. Nela, os representantes do governo apresentaram uma nova proposta frente as reivindicações dos trabalhadores em educação.

Para ler na íntegra, clique no link abaixo. O documento representa a proposta oficial da SEPLAG.

Ressaltamos que será a categoria (todos os trabalhadores em educação da rede estadual) reunida em assembleia estadual no dia 29 de abril que decidirá se aceita a proposta ou a recusa, partindo para a greve. É o momento de todos os professores e funcionários da rede assumam as suas responsabilidades e participem da assembleia. O Sind-UTE/MG subsede Caxambu está organizando uma caravana de nossa região para ir nessa assembleia. A abstenção da maioria significará a nossa derrota.

Os interessados em ir na assembleia, mandem um e-mail para sindutecaxambu@hotmail.com, com nome, RG, cidade e telefone de contato, até o dia 27 de abril (segunda).

UNIDOS, SOMOS MUITO MAIS FORTES!!







segunda-feira, 13 de abril de 2015

Greve Geral contra a Terceirização (PL 4330)

O Sind-UTE/MG conclama todos os trabalhadores em educação a aderirem a greve geral de 24 horas contra a terceirização, no dia 15 de abril (quarta).
Participem dos grandes atos a serem realizados nas capitas e demais cidades.

Somente a luta da classe trabalhadora poderá barrar esse forte ataque aos direitos trabalhistas.
Diga não ao PL 4330, diga não à terceirização.
TODOS A GREVE GERAL NO DIA 15 DE ABRIL

TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO, ENTREM NESSA LUTA. VOCÊ, SEUS ALUNOS, SEUS FILHOS E NETOS SOFRERÃO SE FOR APROVADA A TERCEIRIZAÇÃO IRRESTRITA.

Mais informações, entrem em contato conosco. Organizaremos uma caravana para o ato em Belo Horizonte.




“Terceirização é ataque aos direitos 

dos trabalhadores”


Marco Sotomayor
De São Paulo

Essa semana tornou-se emblemática para a classe trabalhadora brasileira. No último 7 de abril o Congresso Nacional iniciou a votação do PL 4330, que regulariza e amplia a terceirização no Brasil. Sobre esse assunto, entrevistamos o prof. Cássio Diniz, diretor estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, mestre e doutorando em Educação pela UNINOVE/SP. Segundo o professor, a terceirização ampliará a flexibilização e a precarização do trabalho no país, fazendo com que os trabalhadores percam direitos conquistados nos últimos cem anos.


Professor, como o senhor avalia o projeto que regulariza a terceirização?

A terceirização no Brasil já é permitida para as chamadas “atividades meio”, ou seja, em serviços que não estão diretamente ligados ao objetivo final da empresa. Serviços como limpeza, manutenção e vigilância já são terceirizados no Brasil. No entanto, é bastante claro que os trabalhadores terceirizados têm menos direitos trabalhistas e recebem até 25% a menos que os trabalhadores diretos.

Como tem menos direitos trabalhistas?

É porque os contratos entre empresas – a contratante e a terceirizada – pode ser temporária. Uma das formas das terceirizadas não estabelecer vínculo com os empregados, e assim não pagar 13º e demais outros direitos (como o seguro-desemprego), é fazer contratos temporários, rotativando sua mão-de-obra, e forçando os salários para baixo.

E como fica com o PL 4330?

Esse projeto de lei amplia a terceirização, permitindo para as chamadas “atividades fins”, ou seja, para os serviços ligados aos objetivos finais das empresas. Por exemplo, uma montadora automobilística pode demitir todos os seus trabalhadores que fabricam os carros e contratar uma empresa terceirizada, que por sua vez contratará de forma precarização e flexibilizada uma nova mão-de-obra, com salários reduzidos e sem cobertura sindical.

Como isso repercute na vida do trabalhador?

Para entender isso, basta fazer um raciocínio simples. Toda empresa, para aumentar seus lucros, busca reduzir os salários de seus trabalhadores. Como atualmente existe uma legislação que garante alguns direitos, a simples redução de salários e direitos é impossível. Porém, com a terceirização geral, isso se torna provável.
Uma vez legalizada, a empresa demite seus funcionários e contrata uma terceirizada, por um valor proporcional menor que os “gastos” que tinham com os antigos funcionários. Essa, por sua vez, contrata outros trabalhadores (até mesmo os “mesmos” demitidos), mas com salários menores ainda, pois a empresa terceirizada também busca o seu lucro. Além disso, os contratos temporários permitem que vários direitos previstos pela CLT e pela Constituição não sejam cumpridos. Não é a toa que as PEC 664 e 665 – que reduziram os direitos sobre o seguro-desemprego – foram impostas no início desse ano. Em outras palavras, as empresas (contratante e contratada) lucram em cima da maior exploração sobre os trabalhadores. E para piorar, os mesmos sindicatos que fazem a defesa dos trabalhadores diretos não podem representar oficialmente os empregados terceirizados. O PL 4330 é um retrocesso aos direitos históricos dos trabalhadores conquistados nos últimos cem anos.

Como os trabalhadores podem reverter isso?

A luta em defesa de seus direitos não é uma ação isolada. Ou seja, não se resolverá se cada um buscar uma saída individual. É uma luta coletiva de toda a classe trabalhadora, não importa a sua categoria profissional, se é da iniciativa privada ou do serviço público. A terceirização atinge a todos.

É necessário que todos se unam nessa luta contra a terceirização. As centrais sindicais (como a CUT, a CSP-Conlutas, a CTB), vários sindicatos regionais e locais, e diversos movimentos sociais (UNE, MST, Anamatra) estão há anos na luta contra esse projeto. Porém, é preciso dinamizar essa luta. Os trabalhadores precisam ocupar as ruas, mobilizar a sociedade e pressionar com grandes atos públicos – e se for preciso, com greve geral – para impedir esse ataque. Se isso não ocorrer, a grande maioria da população irá sofrer profundamente nos próximos anos.

Segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 80% dos acidentes de trabalho ocorrem com terceirizados. Esses trabalhadores também enfrentam péssimas condições de trabalho e grandes dificuldades para se organizarem enquanto categoria. Isso implicará no aumento da fragmentação das categorias e ramos de trabalho, provocando o enfraquecimento da luta do conjunto da classe, assim como seu poder de negociação.

O mesmo estudo indica que, em comparação com o trabalhador direto, o terceirizado fica no emprego 2,6 anos a menos, tem uma jornada de três horas a mais por semana e ganha 27% a menos.

Assim, se os trabalhadores brasileiros já enfrentam um quadro absurdo de precarização do trabalho, a tendência é piorar significativamente.

(fonte: CSP-Conlutas)

sábado, 11 de abril de 2015

Criada a página no Facebook do Sind-UTE/MG subsede Caxambu

Dando prosseguimento a deliberação da reunião dos aposentados ocorrida na última segunda-feira (06/04), o Sind-UTE/MG subsede Caxambu criou a sua página oficial no Facebook. Agora, os trabalhadores em educação da rede estadual, demais trabalhadores e sociedade em geral poderão acompanhar as principais notícias, informes e comunicados de nosso sindicato e de nossa subsede pela rede social.

Para acessar, basta ter um perfil no Facebook e clicar aqui.


Conselho Regional de representantes de escolas e SRE se reuniu para debater a Campanha Salarial-Educacional em nossa região

Nesse sábado (11/04), o Conselho Regional de representantes de escolas, SRE e aposentados se reuniu no Sind-UTE/MG em Caxambu para debater sobre a Campanha Salarial-Educacional 2015, e deliberar sobre a sua organização na região. Estiveram presentes representantes de várias escolas das cidades de Caxambu e Baependi.

O tema central foi a Assembleia Estadual de trabalhadores em educação, que ocorreu no dia 31 de março em Belo Horizonte, e que contou com a participação de uma caravana de nossa região. As companheiras participantes puderam relatar o que foi debatido diante das propostas apresentadas pelo governo no dia 30, como também o rechaço a essas propostas, que na avaliação de todos não atendem as reivindicações da categoria, o que motivou a assembleia a votar o indicativo de greve para o dia 29 de abril. Além disso, discutiu-se sobre os últimos informes sobre a Lei 100.

Várias propostas foram encaminhadas ao sindicato, como a necessidade de se aprofundar o debate sobre o plano de carreira (correção de disparidades sem perdas de direitos), como também a edição de um material (panfleto, documento, etc.) que explique para a base, principalmente para os designados e ex-efetivados, que a adesão ao movimento é um direito que ninguém pode negar e que todos podem participar sem prejuízos, como prevê a lei, contrapondo-se aos anos de terrorismo de Estado que reinou durante os últimos 12 anos.

O Conselho Regional debateu também a organização da paralisação de 24 horas convocada para o dia 29 de abril, com a convocação de uma nova Assembleia Estadual para esse dia. Os presentes deliberaram pela tarefa de tentar mobilizar os trabalhadores em educação de suas escolas para esse dia, como também a organização de uma caravana da região para participar da assembleia.

Por último, o conselho parlamentou sobre a tramitação no Congresso do PL 4330, que trata da liberação total da terceirização no Brasil. A aprovação desse projeto constitui como um ataque direto à classe trabalhadora e aos seus direitos conquistados nos últimos 80 anos. Foi informado que as Centrais Sindicais, sindicatos e diversos movimentos sociais estão chamando um grande dia de lutas (Paralisação Nacional) para o dia 15 de abril, como forma de resistência ao ataque do congresso aos direitos dos trabalhadores.



 


Nova reunião com o Governo do Estado

Nova reunião com o Governo do Estado
Nova reunião entre o governo de Minas, a Comissão de Negociação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e Associação de Diretores de Escolas Oficiais de Minas Gerais (Adeomg),aconteceu na tarde dessa sexta-feira (10/04/15).

A direção do Sind-UTE/MG informou ao governo que a proposta que ele apresentou foi considerada insuficiente pela categoria que se reuniu em Assembleia, no dia 31 de março. As representantes da categoria resgataram que o Piso Salarial é para o nível médio de escolaridade e não iniciando com a licenciatura plena como apresentado pelo governo e que a Lei Federal 11.738/08 já estabelece as regras de reajuste, o que não consta da proposta do governo, não garantindo a atualização do valor do Piso Salarial.

Além disso, a política de abono excluindo os aposentados e a exclusão dos servidores administrativos da proposta global apresentada (estariam contemplados apenas no primeiro abono) e trouxeram muita insatisfação. 

Outra questão é a reestruturação da carreira, prometida pelo governador Fernando Pimentel. As propostas apresentadas pelo governo não resolvem os problemas que a categoria acumulou nos últimos anos, como a distorção entre a escolaridade do servidor e a que ele é, de fato, remunerado. Ainda, de acordo com a proposta do governo, nenhum benefício extinto em 2011 retornaria.

Após ouvir o posicionando da Assembleia, o governo afirmou que avaliará e apresentará o resultado desta avaliação na próxima reunião.

Sobre a situação dos servidores da Lei Complementar 100/07, o Governo informou a criação um grupo de trabalho com o a participação do INSS, Ministério da Previdência e Trabalho, Receita Federal para discutir e resolver as demandas previdenciárias. A expectativa é de que os trabalhos comecem já na próxima semana.

Números apresentados: De acordo com o governo, em março de 2014, a Lei 100/07 alcançou 89.994 trabalhadores e os dados de fevereiro de 2015 indicam um contingente de 82.477 servidores. Caberá ao grupo de trabalho estudar como operacionalizar todos os efeitos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e viabilizar benefícios previdenciários e de aposentadoria.

Novamente, o Sind-UTE/MG cobrou encaminhamentos para os servidores da Lei 100 que adoeceram, estão em ajustamento funcional ou que já adquiriram o direito à aposentadoria. Foram firmados os seguintes encaminhamentos:

- O governo reafirmou o compromisso de que todos os servidores que estavam de licença médica antes de 1º de abril de 2014 serão reavaliados pela perícia médica para a possibilidade de aposentadoria;

- Os servidores na situação acima descrita serão convocados pela Seplag a partir de junho deste ano.

- Quem está em ajustamento funcional também será convocado pela perícia para a mesma avaliação.

- Quem retornou ao trabalho sem passar por nova perícia será convocado para reavaliação médica.

Também questionamos:

- Como fica a situação das pessoas que reuniram o direito de se aposentar e se encontram em atividade. Elas serão afastadas preliminarmente para aposentadoria?

- Como fica a situação das pessoas que adquiriram direito de se aposentar depois de 1º de abril de 2014?

- Como ficará a situação dos servidores que adquiram o empréstimo consignado ao longo dos anos para ser pago no futuro?

Respostas do Governo - O Subsecretário disse que todas as questões após 1º de abril de 2014 serão tratadas pelo grupo de trabalho que voltará a discutir estas demandas com o Sindicato.

Participaram - pelo Sind-UTE/MG: Beatriz Cerqueira (coordenadora); Marilda de Abreu, Lecioni Pereira e Feliciana Saldanha (diretoras), técnicos do departamento Jurídico do Sindicato e Dieese.

Pelo Governo: secretário-Adjunto de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Wieland Silberschneider, Secretário-Adjunto de Educação, Antônio Carlos Pereira; subsecretário de Gestão de Recursos Humanos, Antônio David de Souza Júnior e a assessora Jurídica, Milena Franchini Branquinho. Registramos também a presença de diretores da Adeomg.

Nova reunião - O grupo de trabalho volta a se reunir no próximo dia 16 de abril, às 14h:30, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.


10/04/15 - Diretores do Sind-UTE/MG, técnicos do Jurídico da Entidade e Dieese se reúnem com grupo de trabalho que analisa questões da carreira e pagamento do Piso Salarial  dos educadores mineiros.

10/04/15 - Diretores do Sind-UTE/MG, técnicos do Jurídico da Entidade e Dieese se reúnem com grupo de trabalho que analisa questões da carreira e pagamento do Piso Salarial  dos educadores mineiros.

10/04/15 - Diretores do Sind-UTE/MG, técnicos do Jurídico da Entidade e Dieese se reúnem com grupo de trabalho que analisa questões da carreira e pagamento do Piso Salarial  dos educadores mineiros.

10/04/15 - Diretores do Sind-UTE/MG, técnicos do Jurídico da Entidade e Dieese se reúnem com grupo de trabalho que analisa questões da carreira e pagamento do Piso Salarial  dos educadores mineiros.

10/04/15 - Diretores do Sind-UTE/MG, técnicos do Jurídico da Entidade e Dieese se reúnem com grupo de trabalho que analisa questões da carreira e pagamento do Piso Salarial  dos educadores mineiros.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

“Terceirização é ataque aos direitos dos trabalhadores”


“Terceirização é ataque aos direitos 

dos trabalhadores”


Marco Sotomayor
De São Paulo

Essa semana tornou-se emblemática para a classe trabalhadora brasileira. No último 7 de abril o Congresso Nacional iniciou a votação do PL 4330, que regulariza e amplia a terceirização no Brasil. Sobre esse assunto, entrevistamos o prof. Cássio Diniz, diretor estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, mestre e doutorando em Educação pela UNINOVE/SP. Segundo o professor, a terceirização ampliará a flexibilização e a precarização do trabalho no país, fazendo com que os trabalhadores percam direitos conquistados nos últimos cem anos.


Professor, como o senhor avalia o projeto que regulariza a terceirização?

A terceirização no Brasil já é permitida para as chamadas “atividades meio”, ou seja, em serviços que não estão diretamente ligados ao objetivo final da empresa. Serviços como limpeza, manutenção e vigilância já são terceirizados no Brasil. No entanto, é bastante claro que os trabalhadores terceirizados têm menos direitos trabalhistas e recebem até 25% a menos que os trabalhadores diretos.

Como tem menos direitos trabalhistas?

É porque os contratos entre empresas – a contratante e a terceirizada – pode ser temporária. Uma das formas das terceirizadas não estabelecer vínculo com os empregados, e assim não pagar 13º e demais outros direitos (como o seguro-desemprego), é fazer contratos temporários, rotativando sua mão-de-obra, e forçando os salários para baixo.

E como fica com o PL 4330?

Esse projeto de lei amplia a terceirização, permitindo para as chamadas “atividades fins”, ou seja, para os serviços ligados aos objetivos finais das empresas. Por exemplo, uma montadora automobilística pode demitir todos os seus trabalhadores que fabricam os carros e contratar uma empresa terceirizada, que por sua vez contratará de forma precarização e flexibilizada uma nova mão-de-obra, com salários reduzidos e sem cobertura sindical.

Como isso repercute na vida do trabalhador?

Para entender isso, basta fazer um raciocínio simples. Toda empresa, para aumentar seus lucros, busca reduzir os salários de seus trabalhadores. Como atualmente existe uma legislação que garante alguns direitos, a simples redução de salários e direitos é impossível. Porém, com a terceirização geral, isso se torna provável.
Uma vez legalizada, a empresa demite seus funcionários e contrata uma terceirizada, por um valor proporcional menor que os “gastos” que tinham com os antigos funcionários. Essa, por sua vez, contrata outros trabalhadores (até mesmo os “mesmos” demitidos), mas com salários menores ainda, pois a empresa terceirizada também busca o seu lucro. Além disso, os contratos temporários permitem que vários direitos previstos pela CLT e pela Constituição não sejam cumpridos. Não é a toa que as PEC 664 e 665 – que reduziram os direitos sobre o seguro-desemprego – foram impostas no início desse ano. Em outras palavras, as empresas (contratante e contratada) lucram em cima da maior exploração sobre os trabalhadores. E para piorar, os mesmos sindicatos que fazem a defesa dos trabalhadores diretos não podem representar oficialmente os empregados terceirizados. O PL 4330 é um retrocesso aos direitos históricos dos trabalhadores conquistados nos últimos cem anos.

Como os trabalhadores podem reverter isso?

A luta em defesa de seus direitos não é uma ação isolada. Ou seja, não se resolverá se cada um buscar uma saída individual. É uma luta coletiva de toda a classe trabalhadora, não importa a sua categoria profissional, se é da iniciativa privada ou do serviço público. A terceirização atinge a todos.

É necessário que todos se unam nessa luta contra a terceirização. As centrais sindicais (como a CUT, a CSP-Conlutas, a CTB), vários sindicatos regionais e locais, e diversos movimentos sociais (UNE, MST, Anamatra) estão há anos na luta contra esse projeto. Porém, é preciso dinamizar essa luta. Os trabalhadores precisam ocupar as ruas, mobilizar a sociedade e pressionar com grandes atos públicos – e se for preciso, com greve geral – para impedir esse ataque. Se isso não ocorrer, a grande maioria da população irá sofrer profundamente nos próximos anos.

Segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 80% dos acidentes de trabalho ocorrem com terceirizados. Esses trabalhadores também enfrentam péssimas condições de trabalho e grandes dificuldades para se organizarem enquanto categoria. Isso implicará no aumento da fragmentação das categorias e ramos de trabalho, provocando o enfraquecimento da luta do conjunto da classe, assim como seu poder de negociação.

O mesmo estudo indica que, em comparação com o trabalhador direto, o terceirizado fica no emprego 2,6 anos a menos, tem uma jornada de três horas a mais por semana e ganha 27% a menos.

Assim, se os trabalhadores brasileiros já enfrentam um quadro absurdo de precarização do trabalho, a tendência é piorar significativamente.

(fonte: CSP-Conlutas)

terça-feira, 7 de abril de 2015

Aposentados se reúnem em Caxambu para debaterem sobre Campanha Salarial e eleição de delegados

Trabalhadores em educação aposentados da cidade de Caxambu e São Lourenço se reuniram na tarde da última segunda-feira (06/04) para debaterem os rumos da Campanha Salarial-Educacional 2015, organizado pelo Sind-UTE/MG.

Apesar de pequeno, o grupo debateu as implicações das propostas realizadas pelo governo, que não contemplam as demandas da categoria e excluem os aposentados da política de reajustes salariais. Após troca de informações e opiniões, saiu a decisão de fortalecer esse segmento com o objetivo de avançar nas conquistas que atenda todos trabalhadores em educação, ativos e aposentados.

Nessa reunião, os presentes elegeram também o delegado de aposentados da região para o 10º Congresso do Sind-UTE/MG e do 22º Congresso dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação. O eleito por foi o professor Magnus Luderer de Andrade, de Caxambu. O congresso será realizado nos dias 18, 19, 20 e 21 de abril, na Grande BH. As eleições de delegados das escolas vão até o dia 10 de abril (entrega da ata no sindicato nessa data).



sexta-feira, 3 de abril de 2015

REUNIÃO DE APOSENTADOS DA REDE ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS - REGIÃO DE CAXAMBU

REUNIÃO DE APOSENTADOS DA REDE ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS - REGIÃO DE CAXAMBU


REUNIÃO DO CONSELHO REGIONAL DE REPRESENTANTES DE ESCOLAS E SRE

REUNIÃO DO CONSELHO REGIONAL DE REPRESENTANTES DE ESCOLAS E SRE


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Sind-UTE/MG realiza Assembleia Estadual e define Calendário de Luta

O Sind-UTE/MG reuniu, nesta tarde (31/03), educadores de todas as regiões de Minas Gerais, em Assembleia Estadual, no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte. Os trabalhadores em educação discutiram as propostas apresentadas pelo governo do Estado em relação ao Piso Salarial e Carreira e avaliaram que a proposta do governo não os atende porque não alcança o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), conforme determina a lei federal 11.738 e não corrige os problemas que a categoria enfrenta na atual carreira. Essa posição será apresentada ao governo na próxima reunião, no dia 9 de abril.

A categoria também aprovou indicativo de greve, indicando ao Governo, sua insatisfação e a necessidade do Executivo avançar na proposta, de acordo com o compromisso firmado em 2014, que era de pagar o Piso Nacional.

Da ALMG, os educadores saíram em passeata para o centro da capital mineira.

A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, professora Beatriz Cerqueira, falou da insatisfação da categoria e afirmou que o resultado da Assembleia reflete o sentimento dos trabalhadores. “A educação não aguenta mais esperar para ser priorizada. A proposta do governo de abono é insuficiente e os trabalhadores não estão dispostos a pagar, de novo, esta conta. É inaceitável excluir os aposentados nesta proposta do abono.”

Em solidariedade, estiveram presentes vários representantes dos Movimentos Social e Sindical, que apoiam os educadores. Acompanhem os depoimentos:

“Fortalecer a luta da educação é de interesse público. Fundamental para conter o processo de precarização.”
Joceli Andreoli, Movimento dos Atingidos por Barragens
 “Estudantes são vítimas deste sistema educacional. Por isso, estamos na luta com os educadores.”
Pablo Alves - Movimento Estudantil de Montes Claros e Mariana Ferreira -Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (AMES RMBH)
 “Temos que nos unir contra a PL 4330. Só a luta muda a vida. Por isso admiramos a combatividade do Sind-UTE/MG.”
Renato Campos, Movimento de Luta de Classe
“Admiramos a força do Sind-UTE/MG. O Sindicato está junto na luta do povo e tem nosso apoio.”
Pablo Rios, Levante Popular
 “Temos que nos manter fortes e unidos para vencermos a luta.”
Gustavo Olímpio, Central Sindical e Popular (CSP/Conlutas)
 “Esse governo precisa vir com a pauta renovadora e não repetir o modelo anterior.”
Plínio Saldanha, Associação dos Empregados de Minas Gerais Administração e Serviços S. A.(MGS)
 “Importante que todos os trabalhadores estejam em defesa dos seus direitos. A Central está mais uma vez aqui, em apoio aos educadores mineiros. Temos também que combater a PL 4330, que ameaça os direitos dos trabalhadores.”
Shakespeare Martins, Executiva Nacional da CUT
 “Governos progressistas só avançam se os trabalhadores estiverem mobilizados. Não é para os educadores pararem de fazer a luta. Precisamos unir forças e convido a todos a participarem da Plenária amanhã (01/04), às 19h, no auditório do CREA-MG, em Belo Horizonte, que contará com a participação do líder do MST, João Pedro Stédile.”
Wagner Vieira Martins, Movimento dos Sem Terra (MST)

Também foi definido um calendário de luta para o mês de Abril. Confira:

01/04 – 19h, Plenária de mobilização dos Movimentos Social e Sindical

07/04 – Dia Nacional de Luta - com concentração às 16h, na Praça Afonso Arinos. Pauta: em defesa da democracia, da Petrobras, dos direitos dos trabalhadores, da Reforma Política e combate à corrupção

10 a 12/04 – Encontro Nacional da Democratização da Comunicação, promovido pelo FNDC

18 a 20/04 – 10º Congresso Estatutário do Sind-UTE/MG

21/04 – Manifestação em Ouro Preto

29/04 – Assembleia Estadual com indicativo de greve

30/4 a 02/05 – VI Plenária dos Movimentos Sociais

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